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Há idosos que ficam esquecidos mais de um ano nos hospitais

Há idosos que ficam esquecidos mais de um ano nos hospitais

Hospitais do Porto e de Lisboa têm casos de idosos que ficaram mais de um ano à espera de respostas. Sem condições para voltarem a casa, utentes ocupam centenas de camas no SNS sem necessidade.

Entram nos hospitais por questões de saúde, mas ficam internados meses a fio sem necessidade, por falta de vaga em lar ou em cuidados continuados. Regra geral, são idosos vulneráveis, com parcos recursos e sem retaguarda familiar que lhes permita regressar a casa. Ficam expostos a riscos de infeção, custam milhões de euros ao Serviço Nacional de Saúde e congestionam os internamentos, com prejuízo de outros doentes. O problema arrasta-se há anos, melhorou nos meses críticos da pandemia, mas voltou a ser o que era. Os hospitais pedem soluções integradas e urgentes.

Numa ronda por alguns dos principais hospitais do país, o JN constatou um problema transversal, que decorre do envelhecimento da população - com o consequente aumento das doenças e dependência - e que esbarra na falta de respostas sociais e de continuidade de cuidados.

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