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Hospital de São João vai manter áreas para doentes respiratórios na Urgência

Hospital de São João vai manter áreas para doentes respiratórios na Urgência

O Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto, vai manter os circuitos e as áreas dedicadas a doentes respiratórios na Urgência nas próximas semanas, apesar da Direção Geral de Saúde ter dado instruções para a desativação dessas unidades a partir do dia 23 de abril. A afluência de pacientes com covid e/ou patologias respiratórias ao hospital continua elevada.

Para garantir a segurança dos pacientes e face à situação epidemiológica do país, o Hospital de S. João entende que não deve dar já o passo da desativação daquelas áreas e circuitos na Urgência, como defendeu a Direção Geral de Saúde (DGS) na norma publicada na passada sexta-feira. A decisão foi tomada, esta terça-feira, numa reunião com a administração daquela unidade hospitalar.

A Urgência continua a ter uma afluência elevada de doentes com problemas respiratórios - cerca de 80 por dia - e a taxa de positividade à covid dos pacientes situa-se entre os 15 e 20%. Por isso, explica Nelson Pereira, diretor da Unidade Autónoma de Gestão de Urgência e Medicina Intensiva daquele centro hospitalar, faz sentido esperar e não avançar já com o desmantelamento dos circuitos e das áreas dedicadas.

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"Dentro da abertura que a revisão da norma da DGS nos permite, entendemos que, por questões de segurança dos doentes, face ao momento epidemiológico que vivemos ainda com muitos novos casos de covid e também para salvaguardar o impacto das novas medidas [o fim da máscara de forma quase generalizada], devemos manter as áreas dedicadas na Urgência", sublinhou, ao JN, Nelson Pereira. O modelo organizacional vai manter-se, pelo menos, durante as próximas duas a três semanas. Então, será feita uma nova avaliação pelo corpo clínico e pela administração, à semelhança do que sucedeu esta terça-feira.

"À data de hoje, parece-nos mais prudente manter as medidas atuais", quer na Urgência dos adultos, quer na Urgência das crianças, acrescentou o responsável. "Vamos avaliando nas próximas semanas e continuaremos a fazer uma monitorização diária dos casos de doença respiratória".

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