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Assunção Cristas: "CDS é o partido mais apto a governar Portugal"

Assunção Cristas: "CDS é o partido mais apto a governar Portugal"

É oficial: o CDS quer ganhar as eleições legislativas em 2019. Não é um "passo maior do que a perna", garantiu Assunção Cristas, este domingo, no encerramento do 27º Congresso do CDS, em Lamego. É a ambição de "um partido que sabe onde está, o que quer e para onde vai". O CDS, assumiu, "é o partido mais apto a governar Portugal".

Num pavilhão multiusos repleto de congressistas, de entusiasmo e de bandeiras, a presidente reeleita dos democratas-cristãos apresentou o CDS como sendo "a opção dos que rejeitam o socialismo que governou o país em 14 dos últimos 20 anos, que passou 14 anos a endividar-nos, a comprometer o futuro das novas gerações, a afastar-nos da média europeia." E continuou: "Somos a opção dos que desconfiam de um PS encostado à esquerda radical, incapaz de preparar o país para os desafios de um mundo em mudança, agarrado a ideias velhas e a vícios antigos."

As críticas foram todas para o Governo socialista. "Um Governo que se limita a aproveitar a conjuntura externa favorável e é adepto do imobilismo. Um Governo que não quer mudar nada e, se puder, ainda reverte mudanças que têm sido benéficas para o país, como a reforma laboral que tanto tem contribuído para a baixa do desemprego e a criação de emprego. Um Governo que esconde a austeridade na degradação dos serviços públicos básicos, como a saúde ou a educação, e nos impostos indiretos, não conseguindo reduzir a carga fiscal. Que não virou a página da austeridade e tornou-a pior junto de quem tem menos. Basta ver que o aumento da fiscalidade nos combustíveis afeta todos por igual e não distingue quem pode mais de quem pode menos. Um Governo que não serve para projetar um futuro a 10 ou 20 anos."

Mas o grande elefante na sala foi o PSD, o tal "partido amigo", que neste congresso - o mais participado de sempre, com mais de 1500 delegados e mais de 450 convidados - acabou ultrapassado literalmente pela Direita. "Quem não se revê nas esquerdas encostadas tem uma escolha clara, uma escolha segura, uma escolha inequívoca. E essa é só uma: o CDS".