Educação

Conhecidos os dez finalistas na corrida para o melhor professor

Conhecidos os dez finalistas na corrida para o melhor professor

Já são conhecidos os dez finalistas do Global Teacher Prize Portugal, que pretende premiar professores excecionais. O vencedor, que será anunciado a 16 de maio, recebe 30 mil euros e fica automaticamente nomeado para o concurso mundial que se realiza em 2019. Para esta edição foram apresentadas 110 candidaturas.

O objetivo do Global Teacher Prize, promovido pela Fundação Varkey e conhecido como o "Nobel da Educação", é premiar professores que se tenham destacado pelo trabalho excecional e contribuído para a valorização da profissão.

Este é o primeiro ano em que Portugal participa, o prémio começou a ser atribuído em 2015. O vencedor a nível mundial recebe um milhão de dólares (mais de 821 mil euros ao câmbio atual).

Sete dos finalistas portugueses são professores do ensino público, os restantes três do privado, e abrangem todos os níveis de ensino, do pré-escolar ao secundário. Há também duas professoras do ensino especial.

Os finalistas são (por ordem alfabética):

Celso Costa é professor de Ciências e Humanidades do 3.º ciclo e secundário, do ensino privado, no Porto. Para além das aulas, desenvolveu um programa - o CSS Program - direcionado para o treino de competências transversais que possam capacitar alunos, neste momento entre o 9.º e o 12.º ano de escolaridade, para uma adaptação bem-sucedida ao mercado de trabalho.

Dulce Gonçalves é professora do Ensino Especial no 3.º ciclo e secundário, do ensino público, no concelho de Loures. Criou o projeto "Mentes Sorridentes", baseado em "mindfulness", com o objetivo de aumentar os níveis de atenção e concentração na sala de aula, com reflexo no aproveitamento escolar e diminuir o número de ocorrências de natureza disciplinar.



Jaime Rei é professor de Ciências e Robótica nos 7.º e 8.º anos, do ensino público, em Torres Vedras. A possibilidade de criar projetos em que os alunos se sintam úteis na sociedade, assim como lhes proporcionar a possibilidade de serem os atores principais na construção dos materiais e saberes a desenvolver nos projetos, é altamente transformadora na forma como os estes se realizam e na forma como olham para a escola.Tem alunos vencedores em concursos nacionais e internacionais.

Joana Simas é professora de História dos 5.º e 6.º anos, no ensino privado, na Amadora. Trabalha a integração crescente da tecnologia nos projetos que desenvolvo ao redor do currículo de História e Geografia de Portugal. Os alunos usam tópicos como a Revolução Francesa, recriando batalhas em "Minecraft", criam bandas desenhadas no "Comics Head" para representar a Revolução Liberal, ou animações no "PuppetMaster" para recriarem a Queda da Monarquia e a Instauração da República.

José Teixeira é professor de Ciências, no Ensino Secundário, do ensino público, em Chaves. Há 12 anos fundou, na Escola Secundária Fernão de Magalhães, o Clube do Ensino Experimental das Ciências (CEEC), com o intuito de conciliar ambas as vias de aprendizagem, formal e não formal. O projeto é aberto à comunidade, às iniciativas dos alunos e/ou professores, de custos muito reduzidos e que aproveita o material das escolas. É interdisciplinar, transversal e ajuda os alunos a encontrar a sua vocação.

Maria João da Silva Passos, Porte de Lima, é professora de Matemática e Ciências do 5.º e 8.º anos, do ensino público, em Ponte de Lima. A utilização dos surfaces com caneta (pen), dos telemóveis e das aplicações educacionais do office 365 permitiram-lhe desenvolver práticas educacionais mais inovadoras e motivadoras para os alunos. Tem feito workshops com os Encarregados de Educação com o intuito de lhes explicar, através da metodologia de trabalho que utiliza, o modo como podem ajudar os seus filhos/educandos a estudar em casa bem como a aprenderem, cada um ao seu ritmo.

Maria Francisca Serra é professora do Primeiro Ciclo, do ensino privado, em Lisboa. Desenvolve uma abordagem que parte da fusão entre a ciência e a criatividade. Tudo começa por adotar uma atitude, independente dos alunos ou do contexto, que valoriza a capacidade de criar relações inesperadas entre conteúdos distintos. Passa pela criação de um ambiente quase utópico em sala de aula, assente no respeito e na liberdade, estimulando os alunos a propor hipóteses, experimentar teorias, debater ideias e inventar soluções.

Maria Cristina Simões é professora de Ensino Especial, no 1.º ciclo do ensino público, em Tondela. Trabalha práticas educacionais inovadoras, pois assentam na implementação do constructo da qualidade de vida aos alunos que apoia, com base em oito domínios: desenvolvimento pessoal, autodeterminação, relações interpessoais, inclusão social, direitos, bem-estar emocional, bem-estar físico e bem-estar material. Como metas, pretende desenvolver a independência, a participação social e o bem-estar dos seis alunos com quem trabalha. Este modelo tem vindo a ser amplamente trabalhado em termos internacionais.

Nelson Soares é professor do pré-escolar, no ensino público, em Ponta Delgada. Na qualidade de educador de infância desenvolveu investigação-ação em contexto de sala de atividades, tendo em conta problemáticas que ia encontrando junto dos alunos. As questões alusivas ao género e à cidadania entram na escola por intermédio das crianças, integrando o quotidiano escolar. Porém, subsistem dificuldades na sua abordagem, bem como muitas vezes este assunto é "esquecido". Para colmatar estes pontos, criou um conjunto de atividades, visando a desconstrução de estereótipos de género.

Rosa Oliveira é professora de Português, no 3.º ciclo e secundário do ensino público, em Aveiro. O projeto que desenvolve, "Narrativas de Vida" tem por objetivo ajudar os alunos a lidar com seus problemas, comprometendo-os com a escola, a família e comunidade. Numa abordagem inclusiva, dinamiza oficinas de escrita com base em memórias / histórias da vida, permitindo conhecer melhor os alunos. Tem desenvolvido desde 2010 um método de investigação que auxilia a suplantar a escolarização com imaginação e criatividade, dando aos alunos a possibilidade de terem acesso à sua vocação literária natural e de recuperar o gosto por aprender, através do "educurar": isto é, educar e ao mesmo tempo curar.

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