Televisão

SIC suspende próximo episódio de SuperNanny

SIC suspende próximo episódio de SuperNanny

A SIC suspendeu o terceiro episódio do programa SuperNanny na sequência de uma decisão judicial.

"A SIC confirma a receção de uma decisão do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste, que inviabiliza a exibição do terceiro episódio do programa SuperNanny", explica a empresa em comunicado, adiantando que acata a decisão, mas que a lamenta.

A empresa refere ainda que "as restrições impostas equivalem, na prática, a alterações substanciais do formato original, tal como foi transmitido em mais de vinte países".

A decisão, avançada esta sexta-feira à tarde pelo jornal "Expresso", surge na sequência da decisão do Tribunal Cível de Oeiras de ordenar a utilização de filtros de imagem e som nas crianças e pais que participam no programa. Só sob essa condição é que a terceira emissão de SuperNanny poderia ir para o ar, sendo que, em caso de incumprimento, a SIC teria de pagar 15 mil euros por cada dia de atraso.

Acontece que, segundo disse ao "Expresso" fonte da estação de Carnaxide, filtrar imagem e som inviabiliza tecnicamente a transmissão do programa.

A ordem judicial foi conhecida horas depois de o Ministério Público ter pedido que o próximo episódio de SuperNanny não fosse emitido ou que ocultasse a identidade das crianças.

Em comunicado, a SIC adianta que irá juridicamente demonstrar a validade dos seus argumentos sobre a importância do programa, assim como "a defesa daquilo que acredita ser a liberdade de programação das estações de televisão".

A estação de televisão de Carnaxide pede desculpa "aos telespetadores que acompanharam o SuperNanny e que reconhecem a sua importância enquanto formato pedagógico e educativo".

"O programa, que é exibido em países como o Reino Unido ou a Suécia, em canais como a Channel 4 ou a TF1, teve sempre o objetivo de auxiliar pais e educadores a melhorarem a relação com os seus filhos, ajudando a estabelecer regras e limites, criando assim uma dinâmica familiar mais saudável", explica.

A empresa defende que o programa "tem o mérito de estimular em Portugal um amplo debate público sobre as questões da parentalidade" e que esta discussão é cada vez mais atual, numa altura em que as fotografias e vídeos, incluindo de crianças e jovens, são partilhadas à velocidade de um "post" numa rede social.