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Covid-19

Mais 21 mortos e novo recorde de infeções pelo coronavírus em Portugal

Mais 21 mortos e novo recorde de infeções pelo coronavírus em Portugal

Há mais 21 mortos de covid-19 e um novo recorde de infeções pelo novo coronavírus - 2608. Nas últimas 24 horas, recuperaram mais 985 doentes e os hospitais cuidam de mais de mil pessoas.

É o terceiro dia seguido com mais de dois mil casos reportados. E sempre a subir. Depois de 2072 na quarta-feira, 2101 na quinta-feira, a sexta-feira é negra, e mostra que a barreira dos três mil poderá vir a ser ultrapassada.

Segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS), foram identificados mais 2608 casos de covid-19 nas últimas 24 horas em Portugal, com o total acumulado a passar as 95 mil infeções - 95912.

A situação nos hospitais está ao nível do pico da primeira fase da pandemia, com mais de mil pessoas internadas, 144 em unidades de cuidados intensivos, número igual ao registado a 3 de maio, quando a curva de doentes graves começou a achatar, antes de voltar a subir, em setembro.

Relativamente ao total de pessoas internadas, os 1015 hospitalizados à data de hoje (mais 22 relativamente a quinta-feira), levam-nos de volta aos idos de abril, a valores só superados antes de 25 de abril, quando a primeira vaga da pandemia estava em força no país.

Há mais 1602 casos ativos relativamente a quinta-feira, para uma soma de 37687, enquanto os recuperados são agora 56066, incluindo os 985 registados nas últimas 24 horas.

Registo de vítimas mortais recua a números de há seis meses

Em termos de mortalidade, os números recuam a dados de abril, no pico da primeira vaga da pandemia: os 21 óbitos registados nas últimas 24 horas só são superados pelos registos anteriores a 27 de abril, há quase seis meses. No total, a pandemia ceifou já 2149 vidas em Portugal, desde 2 de março, quando o SARS-CoV-2 foi oficialmente identificado em terras lusas.

Dez das vítimas mortais residiam na Zona Norte (ZN), a mais afetada pela pandemia, com um acumulado de 953 óbitos, para um total de 37157 infeções, contando com as 1350 das últimas 24 horas, naquele que é o segundo dia seguido com mais de mil casos registados na zona mais setentrional do país.

Nove das vítimas mortais eram da Região de Lisboa e Vale do Tejo. São, agora, 866 as vidas traduzidas em números de óbitos desde o início da pandemia na região da capital, que afetou já 46246 pessoas, 725 das quais anotadas como casos positivos nas últimas 24 horas.

As outras duas vítimas mortais registadas nas últimas 24 horas tinham história de vida na Região Centro, que já perdeu 277 pessoas para o novo coronavírus. No total, a doença tocou as vidas de 7834 almas, 323 das quais nas últimas 24 horas, em consonância com a tendência de subida de infeções generalizada no país, nas duas últimas semanas.

As restantes regiões do país, segundo a organização do boletim da DGS, não registaram qualquer vítima mortal. No Alentejo foram anotados mais 150 casos, a que não será alheio o surto num lar em Beja, elevando o total para 1914 positivos, com 26 óbitos no total.

Mais a Sul, o crescimento foi mais lento, com o Algarve a somar mais 44 casos de covid-19, para um total de 2072, mantendo os mesmos 21 óbitos.

Madeira ultrapassa Açores em número de infeções

Nas ilhas, destaque para o crescimento das infeções na Madeira. Após meses abaixo do total de 100 casos, a "Pérola do Atlântico" ultrapassou a barreira das 300 infeções, com 317 no total (mais 12), superando os registos dos Açores, que somou mais quatro infeções, para um acumulado de 310 casos.

Nos Açores, os dados sobre mortes não sofrem alteração desde 12 maio, enquanto na Madeira não há qualquer óbito registado.

Das vidas perdidas para a pandemia acrescentadas às estatísticas esta sexta-feira, 20 estavam internadas em hospitais e uma residia num lar, revelou a diretora-geral da Saúde, na conferência de imprensa conjunta com o Ministério da Saúde, esta sexta-feira.

Ainda segundo Graça Freitas, a vítima mais nova anotada nas últimas 24 horas tinha 64 anos e a mais velha uns proverbiais 97. Especificando, morreram nove homens e quatro mulheres no escalão etário mais elevado, uma mulher e três homens na faixa etária entre os 70-79 anos, e três homens no imediatamente anterior, dos 60-69 anos.

Há, nos registos, o óbito de uma mulher com menos de 50 anos, que a diretora-geral da Saúde não referiu. Segundo Graça Freitas, morreram 15 homens e seis mulheres, para o tal total de 21, só superado pelos números anteriores a 27 de abril.

Os casos confirmados distribuem-se por todas as faixas etárias, situando-se entre os 20 e os 59 anos o registo de maior número de infeções. A faixa etária entre os 40 e os 49 é a que regista o valor mais elevado.

Os dados revelam ainda que do total de pessoas infetadas desde o início da pandemia 43649 são homens e 52253 mulheres.

Em relação aos óbitos, a covid-19 já provocou mais mortes entre os homens (1.081) do que nas mulheres (1068).

Em sentido inverso está o género de infetados com a doença que já atingiu 50762 mulheres e 42532 homens.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e noventa e três mil mortos e mais de 38,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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