Covid-19

Marcelo espera que "exceção" no Natal não abra caminho a terceira vaga

Marcelo espera que "exceção" no Natal não abra caminho a terceira vaga

Marcelo Rebelo de Sousa justificou, esta sexta-feira, a renovação do estado de emergência com o "calendário prolongado" para as vacinas estarem acessíveis de forma generalizada e mesmo para os grupos prioritários, recusando "expectativas excessivas", e referiu outros fatores como o aumento de casos graves e as mortes por covid-19. Espera que a "possível exceção" no Natal seja bem entendida e vivida, sem abrir caminho à "temida terceira vaga" e a "confinamentos totais".

"Decretei a renovação do estado de emergência para o período a iniciar às zero horas de dia 9 e a terminar às 23.59 horas de dia 23 de dezembro", anunciou, numa comunicação a partir do Palácio de Belém.

O presidente da República explica ter decretado o novo estado de emergência por continuar "preocupante a pressão nos internamentos e nos cuidados intensivos, assim como o elevado número de mortes". Além disso, "o que se sabe acerca de vacinas, nomeadamente das duas primeiras a aguardarem aprovação da Agência Europeia de Medicamentos, confirma que a sua chegada a todos os portugueses que as queiram receber, sem exclusão de ninguém, muito menos por guetos de idade, obedece a calendários prolongados no tempo". "É pois uma matéria de vários meses, não de dias ou de semanas, mesmo para os projetados grupos prioritários".

Presidente diz cumprir Constituição

"É bom que isto fique claro para que não se criem expectativas excessivas e portanto desilusões imediatas. Logo toda a facilidade é errada e toda a prevenção é imperativa ao longo de dezembro como no arranque de 2021", acrescentou.

O chefe de Estado diz ser ainda necessário perspetivar o estado de emergência para além do dia 23, explicando o motivo pelo qual já aponta para uma renovação até 7 de janeiro. "Não se trata de deixar de cumprir a Constituição que obriga a períodos máximos de 15 dias para o estado de emergências e as suas renovações", garantiu. Antes do dia 23 será cumprido o processo para novo decreto, destacou, notando que nessa altura se confirmará em que estado se encontra a pandemia.

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"Possível exceção bem vivida" e sem causar "descontrolo"

O presidente explicou ainda que o decreto mantém inalterado o quadro que permite impor entre 9 e 23 o mesmo rigor do período em curso e "está subjacente o mesmo propósito para o período seguinte, de 23 a 7 de janeiro, com a possível exceção que se espera que seja bem entendida e bem vivida no Natal".

Segundo Marcelo, "a procura de um regime menos intenso no Natal, a verificar-se, destinar-se-á a permitir às famílias o tão legitimamente esperado encontro, evitando ao mesmo tempo abrir a porta a um descontrolo mais tarde, com um custo elevadíssimo duas ou três semanas mais tarde, isto é, em janeiro".

"A ideia será, assim, não pôr em causa o espírito de Natal, mas sem a concentração num momento único, e com respeito acrescido das regras que possam prevenir contágios familiares generalizados".

"É obviamente do interesse de todos que janeiro possa representar uma consolidação dos passos dados em dezembro e não uma nova e frustrante subida que acabe por acentuar a dimensão de uma temida terceira vaga".

Marcelo Rebelo de Sousa justificou ainda que é necessário evitar "confinamentos totais, ainda que localizados".

A Assembleia da República aprovou esta sexta-feira a renovação do estado de emergência até 23 deste mês e o decreto presidencial aponta ainda para um prolongamento pelo menos até 7 de janeiro permitindo que o Governo possa adotar medidas para as celebrações de Natal e passagem de ano.

No seu sexto diploma sobre o estado de emergência, Marcelo Rebelo de Sousa considerou ser previsível que "se tenha de estender pelo menos por um período até 7 de janeiro, permitindo desde já ao Governo prever e anunciar as medidas a tomar durante os períodos de Natal e Ano Novo, tanto mais que a boa notícia da vacinação só começará a ter repercussão generalizada ao longo do ano de 2021".

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