Pandemia

Marcha do Orgulho LGBTI+ no Porto mantém-se apesar dos alertas das autoridades de saúde

Marcha do Orgulho LGBTI+ no Porto mantém-se apesar dos alertas das autoridades de saúde

A Marcha do Orgulho LGBTI+ vai manter-se, este sábado, no Porto, apesar de a Administração Regional de Saúde do Norte não aconselhar a realização do evento.

A marcha com o lema "Orgulho na Minha Rua", de defesa dos direitos das pessoas lésbicas, gays, transexuais, intersexuais e queer, acontece este sábado à tarde e começa na Praça da República, no Porto. O evento vai contar com medidas de segurança que, garante a organização, cumprem as recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A autoridade de saúde pública adianta ao JN que, apesar de não ter emitido qualquer parecer, a Administração Regional de Saúde do Norte "já informou a organização do evento que desaconselha eventos/festas que promovam aglomeração de pessoas, tendo em conta a situação epidemiológica que nesta data se verifica na cidade do Porto e concelhos limítrofes".

Maria Francisca, da organização da Marcha do Orgulho LGBTI+ no Porto, diz que o evento "não é uma festa" mas uma manifestação, tendo a realização da mesma sido comunicada à autarquia do Porto e às autoridades policiais.

A porta-voz confirma terem recebido recomendações das autoridades de saúde, que vão ser colocadas em prática, como em qualquer manifestação em altura de pandemia.

"Estamos conscientes da fase pandémica em que estamos e, por isso, temos 80 voluntários ao longo da marcha a consciencializar as pessoas de que é preciso cumprir as regras", esclarece Maria Francisca.

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Entre os cuidados da 16.ª edição da Marcha do Orgulho LGBTI+, no Porto, está a diminuição do tempo da intervenção dos coletivos e partidos políticos, para evitar aglomerações a ouvir os manifestos, e as faixas da marcha serão sempre levantadas pelas mesmas pessoas, de forma a não haver trocas.

A 19 de junho, a Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa cancelou a iniciativa no próprio dia após a DGS ter emitido um parecer desfavorável devido ao contexto epidemiológico. A organização criticou a resposta na "véspera" da marcha, apesar "das tentativas de contacto continuadas ao longo de dois meses".

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