Greve Climática

Mensagens e velas alertam para aumento da temperatura global 

Mensagens e velas alertam para aumento da temperatura global 

Estudantes em greve dizem que Acordo de Paris falhou e apontam o dedo às empresas que emitem mais gases de estufa, exigindo mudanças para salvar o planeta.

Estudantes de todo o país associaram-se, esta sexta-feira, à Greve Climática Estudantil (Fridays For Future, em inglês) que decorre a nível mundial para manifestar o desagrado face à "inação" dos líderes mundiais para travar o aumento da temperatura global do planeta. Com mensagens afixadas e velas acesas em várias cidades. Na forja está uma lista das empresas mais poluentes.

Os ativistas convidam a população a juntar-se à manifestação acendendo velas nas varandas e colocando faixas com mensagens. Haverá ações por todo o país, com enfoque em Lisboa, Faro e Aveiro.

No Terreiro do Paço, em Lisboa, a partir das 19 horas, será escrita uma mensagem com luz e haverá música. Em Faro, após as 18 horas, decorrerá uma concentração e projeção de imagens no relvado em frente ao Fórum Algarve. Em Aveiro está previsto que sejam afixadas faixas pela cidade e noutras cidades haverá ações pontuais, adiantam os ativistas.

A intenção, explica Bianca Castro, um dos rostos da iniciativa em Portugal, é "ironizar as celebrações" do aniversário do Acordo de Paris. A 12 de dezembro de 2015, 195 países assinaram um acordo no qual se comprometeram a "enfrentar a emergência climática e limitar o aumenta da temperatura global em menos de 2 graus celsius", mas, desde então, "não há ação, só inação e falsas promessas", diz a estudante lisboeta de 19 anos.

"Não vale de nada exigir aos líderes que cumpram os compromissos, porque o Acordo de Paris já falhou e está na hora de fazermos os nossos próprios compromissos", acrescenta, explicando que foi fixado um novo objetivo. Os ativistas, diz Bianca Castro, comprometem-se a lutar por limitar o aumento da temperatura global em 1.5 graus celsius, "o que a ciência diz ser necessário", numa campanha que denominaram de #FightFor1point5. O compromisso pode ser assinado online.

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Empresas poluentes listadas

"Queremos fazer pressão", já que "a maioria dos gases com efeito de estufa são produzidos por um pequeno número de empresas e é preciso mudar as coisas", explica Bianca Castro, sublinhando a urgência das ações. "Temos menos de sete anos para cortar 50% das emissões globais", diz.

Para além da greve, refere Diogo Martins, ativista do movimento no Algarve, será feito, com base no Acordo de Glasgow, um "inventário a expor os setores e as empresas concretas que têm de fechar ou de se adaptar para reduzir a emissão de gases de estufa". A listagem portuguesa deverá ficar concluída durante o primeiro semestre de 2021 e depois os jovens irão manifestar-se "para as empresas fecharem ou mudarem" os comportamentos, conta Diogo Martins.

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