Pandemia

Mortes e infeções por covid-19 caíram para menos de metade em duas semanas

Mortes e infeções por covid-19 caíram para menos de metade em duas semanas

Portugal reportou, no domingo, 1186 casos de covid-19, o número mais baixo desde os 1090 de 11 de outubro, e 65 óbitos, o menor registo do ano, recuando a a registos de 28 de dezembro.

Uma quebra de infeções e mortes que salta à vista quando se comparam os registos de 1 de fevereiro com os do último domingo, três semanas após o início do mês, que significou, também, o fim de janeiro, o mais negro período da história moderna portuguesa, em termos de mortalidade, não só associada à covid-19.

A terceira semana de fevereiro, do dia 15 ao 21, terminou com um acumulado de 11769 novos casos e 641 mortes associadas à covid-19. Uma quebra de 43% face aos números registados na semana precedente, de 8 a 14 de fevereiro, período no qual haviam sido reportadas 20342 infeções e 1163 óbitos.

Em média, morreram 166 pessoas por dia na segunda semana de fevereiro, enquanto na terceira pereceram 92, em média. Em termos de casos, a média caiu de 2906 para 1681, comparando estes dois períodos de sete dias.

Analisando o período que terminou no domingo (21) e a primeira semana do mês de fevereiro, de 1 a 7, a descida do total de casos é ainda mais acentuada: uma quebra de 73%, das 44898 infeções para as 11769, isto é, menos 33129 positivos, em 14 dias.

Em média, os casos caíram de 6414 por dia na semana de 1 a 7 de fevereiro, para 2906 no período seguinte (8 a 14) para 1681 na semana que findou ontem.

Ao nível da mortalidade, a descida é menos acentuada. Tomando como exemplo os mesmos períodos, nota-se uma quebra de 31% do total de óbitos, da semana de 8 a 14 para o período de 15 a 21, passando de um acumulado de 1163 mortes para um de 641. A média diária de óbitos caiu de 166 para 92, da segunda para a terceira semana.

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Comparando a semana agora finda com a de início do mês, a quebra na mortalidade é de 61%, do acumulado de 1676 mortes registadas no dia 7 para as 641 acumuladas no dia 21. A média caiu 239 óbitos/dia, na semana de início do mês, para 92 na semana que agora findou.

Portugal passou de 239 mortes por dia, de média, na primeira semana do mês, para 166, na segunda, terminado a terceira, de 15 a 21, com 92 óbitos de média.

Internamentos caíram para menos de metade desde o início do mês

A quebra do número de casos também se reflete nos internamentos, cujo total caiu para menos de metade desde o início do mês. A 1 de fevereiro, havia 6869 camas ocupadas com doentes covid, o registo máximo alcançado no país. Domingo, 20 dias volvidos, havia 3316 doentes internados, menos 3553, o que representa uma quebra de 52% do total de pessoas hospitalizadas.

Nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), a quebra é menos acentuada. O máximo de doentes graves foi atingido a 5 de fevereiro, com 904 pessoas a lutar pela vida. Seguiu-se uma descida sustentada, apenas com uma exceção, a 12 de fevereiro, que culmina com uma redução de 30%, este domingo, traduzida menos 266 pessoas internadas em UCI desde aquele pico. Comparando com os registos de 1 de fevereiro, quando havia 865 pessoas em UCI, a descida é menor, 24%, que equivale a menos 227 doentes graves ao dia de ontem.

A quebra do número de doentes internados começou ainda na primeira semana de fevereiro. Após o pico de 6869 pessoas hospitalizadas, no dia 1, a semana terminou com menos 446 internados. O período seguinte, de 8 a 14, registou um decréscimo de 1422 doentes (203 por dia, em média), enquanto na terceira semana mais 1510 pessoas deixaram os hospitais (216 por dia/média).

Entre os doentes mais graves, as melhorias são mais lentas, como atestam os números. A primeira semana, na qual foi atingido o pico de internamentos em Unidades de Cuidados Intensivos, a 5 de fevereiro, terminou com mais sete doentes em UCI.

A descida, lenta, começou no período seguinte. De 8 a 14 de fevereiro, 10 pessoas deixaram as UCI do país, número que mais do que duplicou, para 22, na terceira semana do mês.

Números totais, desde o início do mês, 3378 pessoas deixaram os hospitais portugueses, das quais, 220 as unidades de cuidados intensivos.

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