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País acorda "hoje mais liberal" com IL como quarta força política e oito deputados

País acorda "hoje mais liberal" com IL como quarta força política e oito deputados

Resultados ultrapassaram objetivos definidos pelo partido. Cotrim de Figueiredo promete "oposição implacável ao socialismo".

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A noite começou morna no quartel-general da Iniciativa Liberal (IL), mas, mal foram conhecidas as projeções a indicar que o partido conseguiria conquistar pelo menos cinco deputados e tornar-se na quarta força política na Assembleia da República, a Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, transformou-se numa autêntica discoteca, com dezenas de jovens de copo na mão e música eletrónica. Acabou com oito deputados e mais de 268 mil votos.

"Com ideias, sem protagonismo, sem populismo, com rigor, é possível tirar pessoas da apatia, é possível crescer eleitoralmente, é possível dar esperança aos portugueses", reagiu já perto da meia-noite, perante uma plateia em apoteose, o líder da IL e até agora o único deputado do partido, João Cotrim de Figueiredo.

Em menos de dois anos e meio, a IL passou de um deputado para oito - quatro por Lisboa, dois pelo Porto, um por Braga e por Setúbal, tornando-se com quase 5% dos votos, na quarta força política no hemiciclo, atrás PS, PSD e Chega. Resultados que ultrapassaram o objetivo que os liberais tinham definido para estas Legislativas: 4,5% dos votos e cinco deputados, pelos distritos de Porto e Lisboa, os principais do país.
Carlos Guimarães Pinto, cabeça de lista pelo Porto e ex-líder do partido, foi o primeiro a assegurar o mandato. Patrícia Gilvaz, também pelo Porto, Cotrim de Figueiredo, Carla Castro, Rodrigo Saraiva e Bernardo Blanco, por Lisboa, Rui Rocha, por Braga, e Joana Cordeiro, por Setúbal, foram os restantes eleitos. Trata-se dos distritos em que os liberais mais apostaram durante a campanha eleitoral.

Ontem, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, a conquista de cada mandato foi celebrada com gritos ensurdecedores de "liberal" pela cerca de uma centena de apoiantes e militantes que não arredaram pé até Cotrim de Figueiredo cantar vitória, com a canção "People Have The Power" ("O Povo Tem o Poder"), de Patti Smith, como banda sonora a abrir e a fechar.

"Portugal é hoje mais liberal", começou por dizer o líder da IL, prometendo uma "oposição firme" e "implacável ao socialismo que nos desgoverna". E garantiu que o partido vai continuar a "lutar" e "doutrinar" todos os dias "para que cada português perceba que o liberalismo funciona". No final, o clima era já de puro comício.

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Atração pelas "ideias"
Jaime Faria, de 20 anos, foi dos muitos jovens que se juntaram ontem à festa e confirma a atração pelas "ideias" dos apoiantes da IL. Militante há cerca de um ano, o jovem não esconde que fora, as "ideias", diferentes de outras que "não trazem nada de novo", que o fizeram aderir ao partido.

"São ideias que resultaram noutros países para os quais somos quase obrigados a emigrar", afirmou, ao JN, enquanto aguardava a contagem dos votos. Henrique França, 18 anos, concordou.

"A Iniciativa Liberal tem crescido na base das ideias" considerou o jovem, inscrito na IL desde os 16 anos e confirmando o que, ao início da noite, Rodrigo Saraiva já dera a entender, ao reagir à descida da taxa de abstenção, ser a o mote para o resto da noite eleitoral.

"Temos a convicção de que fomos um forte contributo para uma maior participação dos portugueses nestas eleições: somos uma nova oferta política com uma nova mensagem e trouxemos mais pessoas para o jogo democrático", sustentou o dirigente.

Numa noite de festa nas hostes liberais, a única preocupação acabou por ser mesmo, segundo Cotrim de Figueiredo, a "eventual maioria absoluta do PS, que foi bastante apupado.

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