Pandemia

Nota técnica final da DGS sobre vacinação de crianças "será tornada pública"

Nota técnica final da DGS sobre vacinação de crianças "será tornada pública"

A ministra da Saúde, Marta Temido, revelou que a DGS irá divulgar uma nota técnica final elaborada a partir dos pareceres que deram luz verde à vacinação de crianças entre os 5 e os 11 anos contra a covid-19. Já o primeiro-ministro assegurou que "não faz sentido" ponderar tornar a vacina obrigatória em Portugal.

"A posição técnica e o parecer final [da DGS] serão naturalmente tornados públicos para quem os queira consultar", afirmou Marta Temido, esta quinta-feira, na reunião da comissão permanente do Parlamento.

A governante reconheceu que a divulgação da nota técnica é uma "questão central" para a "tranquilidade" dos pais e das crianças, bem como para a "confiança nas instituições públicas e no funcionamento da Ciência".

"Ao contrário de muitos dos presentes, nunca o Governo decidiu se uma vacina era ou não integrada no plano de vacinação", atirou Marta Temido. "Limitou se sempre, e bem, a acompanhar aquilo que era a decisão técnica, os pareceres dos peritos, e a respeitar o ritmo da evolução da Ciência", reforçou.

A posição técnica mencionada a que a ministra se referiu é a que tem sido elaborada pela Comissão Técnica de Vacinação contra a covid-19. Esta já se pronunciou de modo favorável à vacinação de crianças entre os 5 e os 11 anos, estando esta quinta-feira a decidir o intervalo de tempo entre a primeira e a segunda tomas. A decisão deve ser conhecida ainda hoje.

Todos os partidos à Direita, bem como a Ordem dos Médicos, exigiam conhecer os pareceres técnicos em que a Comissão se baseou para dar luz verde à vacinação de crianças da referida faixa etária.

Governo e DGS apenas se mostraram disponíveis para divulgar a nota técnica final, que a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, já revelou ser "relativamente extensa".

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Portugal doa 4,5 milhões de vacinas

No debate anterior, o primeiro-ministro afirmou que Portugal irá fechar o ano de 2021 com 4,5 milhões de vacinas doadas a países estrangeiros, "em particular" aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), a Timor-Leste e ao mecanismo multilateral Covax.

"Até ao momento, Portugal já doou 2,7 milhões de doses de vacinas. Até ao final do ano, chegaremos a 4,5 milhões de doses doadas", revelou António Costa.

O chefe do Governo também sustentou que "não deve haver vacinação obrigatória no nosso país. É uma questão que não faz sentido", referiu.

Costa defendeu ainda que o problema da vacinação a nível global "não está nas patentes", mas sim "na produção", uma ideia contestada por BE e PCP. A este respeito, o primeiro-ministro lembrou que a União Europeia financiou uma unidade de produção de vacinas na África do Sul de modo a aumentar a produção de vacinas para o continente africano.

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