Pandemia

Portugal passa as 16 mil mortes em dia com 549 casos de covid-19

Portugal passa as 16 mil mortes em dia com 549 casos de covid-19

Portugal ultrapassou as 16 mil mortes por covid-19, num dia em que registou 61 óbitos e 549 casos de infeção associados ao vírus da SARS-CoV-2, cifra mais baixa desde 6 de outubro.

Portugal reportou, esta segunda-feira, 61 óbitos associados à covid-19. Com este registo, foi superada a barreira dos 16 mil óbitos, com o país a chorar 16023 vítimas causadas pela doença provocada pelo vírus da SARS-CoV-2, de um total de 798074 casos acumulados desde 2 de março, dos quais, 549 até à meia-noite de domingo, quando fechou o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), divulgado esta segunda-feira.

Os 549 casos reportados esta segunda-feira, dia tradicionalmente com menos registos devido ao fecho dos laboratórios no fim de semana, representa, ainda assim, o número mais baixo desde os 427 de 6 de outubro de 2020, uma terça-feira, numa altura em que, a média, naquele mês, andava à volta dos 800 casos diários, antes de escalar para patamares acima dos mil, de onde desceu apenas hoje.

Os 61 óbitos representam um recuo a dados de 28 de dezembro, quando foram reportadas 58 mortes associadas à covid-19.

O número de internados, voltou a subir, pelo segundo dia seguido. São mais seis as pessoas hospitalizadas, depois de um acréscimo de 32 no domingo. Com estas duas subidas seguidas, são 3322 os doentes a recuperar da doença nos hospitais portugueses, ainda assim, menos de metade do que se registava no início do mês. Nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), registou-se o 10.º dia seguido de descidas. Com menos 11 doentes em estado grave, são agora 627 os hospitalizados em UCI.

O total de casos ativos de covid-19 em Portugal caiu para 80642, com menos 1699 pessoas doentes, enquanto os recuperados são, agora, mais de 700 mil, com 2187 a serem consideradas curadas nas últimas 24 horas. Há menos 6702 contactos em vigilância, o que mantém 76699 portugueses seguidos pelas autoridades de saúde por terem tido um contacto considerado de risco.

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Em média, morreram 47 pessoas por dia desde o primeiro óbito

O primeiro óbito associado à covid-19 foi reportado a 16 de março de 2020, 14 dias após serem revelados os primeiros casos da doença no país. Agora, 343 dias após a morte de Mário Veríssimo, contam-se 16023 vidas perdidas para a doença, a uma média de 47 por dia desde os idos de março de 2020.

A faixa etária mais atingida é a das pessoas com mais de 80 anos, que, nas últimas 24 horas, registou 63% do total de óbitos - 39, dos quais 18 homens e 21 mulheres. No total, este escalão perdeu 10644 vidas desde o início da pandemia, 66% do total.

Na faixa etária imediatamente anterior, dos 70-79 anos, foram reportados 10 óbitos, sete homens e três mulheres. Entre os septuagenários, a covid-19 ceifou 3351 vidas desde o início da pandemia, 21% do total de óbitos nacionais associados à doença.

Uma percentagem que desce para menos de metade no escalão etário anterior, que reportou nove mortes, cinco homens e quatro mulheres, nas últimas 24 horas,. No escalão 60-69 anos o acumulado vai em 1407 óbitos desde o início da pandemia, cerca de 9% do total.

São poucos, estatisticamente, mas vidas que se perdem, também, noutras faixas etárias. A morte de dois homens no escalão dos 50-59 anos elevou o total de óbitos para 422, neste escalão, que representa menos de 3% do total de mortes.

Numa segunda-feira sem vítimas mortais com menos de 40 anos, registo para a morte de um homem no escalão dos 40 aos 49 anos, faixa que totaliza 145 óbitos, menos de 1% do total.

Casos reduzem de 5800 para 549 em três semanas

A redução do número de casos de covid-19, assinalada pelos peritos reunidos com os políticos no Infarmed, é bem patente esta segunda-feira, quando se registam 549 casos, não só o número mais baixo desde 6 de outubro, como uma descida para quase um terço relativamente à segunda-feira passada e para menos de um décimo se a comparação for feita com a primeira segunda-feira do mês, dia 1, quando foram registados 5805 casos de covid-19.

Fazendo uma comparação ao mês, o período de acalmia atual destaca-se ainda mais, uma vez que a 22 de janeiro o país caminhava para o pico de casos de covid, tendo assinalado 13987 casos positivos e 234 mortes. Os valores máximos seriam atingidos seis dias depois, a 28 de janeiro - 16432 infeções e 303 óbitos, cifra esta, da morte, que seria repetida no 31.º dia do ano de 2021. Entre os milhares, as cinco centenas de hoje quase passam despercebidas.

A quebra do número de infeções e de óbitos é generalizada. Apesar de concentrar cerca de 70% dos novos casos, 278 em 549, a Região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) reportou menos de metade dos casos da semana passada (779), naqueles que são os registos mais baixos desde 1 de novembro (com 276). No total, 301520 pessoas foram afetadas pela doença causada pelo vírus da SARS-CoV-2 no entorno da capital, desde 2 de março.

A LVT reportou mais 33 óbitos, 55% do total diário. Um registo inferior ao de domingo (35), que é o mais baixo desde 6 de dezembro (27) na região que mais vidas perdeu para a covid, 6663 desde o início da pandemia.

Região norte recua a números do verão

A Região Norte (RN) anotou 107 casos de covid-19, menos de metade dos 288 reportados há uma semana, naquele que é o menor número de infeções na zona mais setentrional do país desde 1 de setembro (82). Os oito óbitos registados nas últimas 24 horas na RN, contra 18 há uma semana, representam a cifra mais baixa de vítimas mortais desde 22 de outubro (sete).

Com 48 casos reportados, o registo mais baixo desde 6 de outubro, a Região Centro tem um acumulado de 114099 infeções desde o início da pandemia, dos quais resultaram 2859 mortes, 15 nas últimas 24 horas, tantas quantas as registadas no domingo.

O Alentejo somou dois óbitos (924 no total) e 33 infeções, para um acumulado de 28174, enquanto o Algarve soma 19832 casos de covid-19 desde o início da pandemia, 22 nas últimas 24 horas, período no qual morreram duas pessoas no extremo sul do país - 330 desde o início da pandemia.

No dia em que a morte voltou a assolar a Madeira, com o registo de um óbito após nove dias sem óbitos, o arquipélago madeirense reportou 56 casos, e passou a barreira dos seis mil (6008) desde o início da pandemia, que ceifou 60 vidas na "Pérola do Atlântico".

Nos Açores, foram reportados cinco casos, para acrescentar a um acumulado de 3722 desde o início da pandemia, naquele que é o 12.º dia seguido sem mortes - 28 no total.

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