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Prevalência da variante Delta em Lisboa e Vale do Tejo já é superior a 60%

Prevalência da variante Delta em Lisboa e Vale do Tejo já é superior a 60%

Na região de Lisboa, a prevalência da variante Delta, associada à Índia, já é superior a 60%, sendo inferior a 15% no Norte, indicam os mais recentes dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

De acordo com o relatório enviado às redações, em Lisboa e Vale do Tejo (LVT) 60% dos novos casos já são da chamada "B.1.617.2", associada à Índia.

As amostras sequenciadas em junho revelam ainda que, numa tendência inversa, a variante Alfa, do Reino Unido, perdeu terreno, estimando-se uma prevalência de 30% em LVT. Número que cresce para 80% na região Norte.

Os resultados preliminares do INSA apontam para que a variante Delta "tenha um grau de transmissibilidade cerca de 60% superior à variante Alfa".

O instituto esclarece ainda que a mutação K417N, "apontada como alvo de vigilância apertada pelas autoridades de saúde do Reino Unido", apenas está presente em "2,5% dos casos associados à variante Delta". "Estes resultados sugerem que a variante Delta com esta mutação adicional não ganhou expressão relevante em Portugal", acrescenta.

No que diz respeito às variantes Beta e Gama (associada a Manaus, Brasil), a primeira não foi detetada nas amostras analisadas e a segunda aparece com uma prevalência de cerca de 3%, tanto na região Norte como em LVT, mantendo os valores estimados em maio.

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O estudo da diversidade genética do novo coronavírus por parte do INSA serve para determinar os perfis mutacionais do SARS-CoV2 para identificação e monitorização de cadeias de transmissão, bem como identificação de novas introduções do vírus em Portugal.

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