"Linhas vermelhas"

Vacinados com risco de internamento duas a cinco vezes menor

Vacinados com risco de internamento duas a cinco vezes menor

Pessoas vacinadas contra a covid-19 têm risco de internamento duas a cinco vezes menor e risco de morte três a seis vezes menor do que não vacinadas. No grupo dos 80 anos, a dose de reforço reduziu o risco de morte em quase seis vezes. Ainda assim, o impacto da pandemia na mortalidade é "elevado" e continua a aumentar.

"As pessoas com um esquema vacinal completo tiveram um risco de internamento 2 a 5 vezes menor do que as pessoas não vacinadas, entre o total de pessoas infetadas em novembro", concluiu o mais recente relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) com a monitorização das linhas vermelhas para a covid-19, divulgado esta sexta-feira.

O mesmo documento nota ainda que "as pessoas com um esquema vacinal completo tiveram um risco de morte 3 a 6 vezes menor do que as pessoas não vacinadas, entre o total de pessoas infetadas em dezembro" e que, na população com 80 e mais anos, "a dose de reforço reduziu o risco de morte para quase seis vezes em relação a quem tem o esquema vacinal primário completo".

Impacto na mortalidade e nos hospitais "elevado" e a aumentar

O relatório da DGS conclui que "a análise dos diferentes indicadores revela uma atividade epidémica de SARS-CoV-2 de intensidade muito elevada, com tendência crescente a nível nacional". A pressão nos serviços de saúde e o impacto na mortalidade (que apresenta uma tendência crescente, com um registo de 37,6 óbitos em 14 dias por 1 000 mil habitantes) são considerados "elevados".

Apesar da maior pressão nos hospitais, o número de internados em Unidades de Cuidados Intensivos em território continental revelou uma "tendência estável", correspondendo a 60% do valor crítico definido de 255 camas ocupadas (na semana anterior, tinha sido de 64%).

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Mesmo tendo em conta a provável menor gravidade da doença provocada pela variante ómicron, face ao rápido aumento de casos, é expectável "impacto na sociedade em termos de absentismo escolar e laboral", bem como "um aumento de pressão sobre o todo o sistema de saúde e na mortalidade, recomendando-se a manutenção das medidas de proteção individual e a intensificação da vacinação de reforço".

Norte e Algarve com maior incidência

O número de novos casos de infeção por Sars-CoV-2 por 100 mil habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 5053, "com tendência crescente a nível nacional e em todas as regiões". O R(t) apresenta valor igual ou superior a 1, indicando uma "tendência crescente da incidência" a nível nacional (1,10) e em todas as regiões, sendo o Norte e o Algarve aquelas em que se registou o valor mais elevado (1,14).

A proporção de testes positivos foi de 15,5% (na semana anterior foi de 14,0%), encontrando-se acima do limiar definido de 4% e com tendência crescente, pode ler-se no relatório, que dá conta de um aumento do número de testes realizados nos últimos sete dias.

A variante ómicron (BA.1) é dominante em Portugal, tendo atingido uma proporção estimada máxima de aproximadamente 93% entre os dias 7 e 9 de janeiro. Desde então, "tem-se verificado um decréscimo da proporção de amostras positivas com 'falha' na deteção do gene S (indicador de caso suspeito de BA.1), possivelmente relacionado com a entrada em circulação da linhagem BA.2 (também classificada como ómicron pela Organização Mundial de Saúde)".

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