
Felisbela Lopes é professora de Jornalismo, investigadora em Serviço Público de Média, Jornalismo da Saúde e Fontes de Informação
Foto: Igor Martins
É um dos objetos mais presentes no quotidiano da professora da Universidade do Minho.
"O iPad é um dos objetos mais presentes no meu quotidiano. De entre os múltiplos usos, destaco a leitura de jornais e de revistas noticiosas. Como tenho dezenas de assinaturas digitais da imprensa nacional e internacional, é difícil selecionar. Mesmo em férias, o meu pequeno-almoço é sempre acompanhado pelos diários. Independentemente da hora e do lugar. Em versão digital e com formatos iguais aos do papel, os jornais e as revistas são uma presença insubstituível.
Nas aulas de Jornalismo, procuro transmitir esse gosto aos estudantes; na revista de imprensa na RTP, faço um exercício de literacia jornalística com vista a ajudar os telespectadores a desenvolver competências de análise crítica; como cidadã não encontro modo mais fidedigno de saber o que se passa do que aquele desenvolvido pelo Jornalismo.
Percorrendo os números das vendas dos títulos noticiosos, fico muito triste ao constatar a queda generalizada do consumo de jornais. As redes sociais não substituem o trabalho jornalístico. É pena que cada um de nós não tenha oportunidade de entrar numa redação a fim de perceber o esforço dos jornalistas para construírem uma informação relevante e vital e um espaço público equilibrado."
Felisbela Lopes
Professora catedrática de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho
54 anos
