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Mariana Mortágua

A ocasião faz o ladrão, o segredo protege-o

Em Portugal, como em tantos outros países, o segredo bancário tem sido a alma dos piores negócios. A cultura do segredo, elevado a um princípio em si mesmo, em vez de se restringir ao seu verdadeiro propósito (a salvaguarda da privacidade pessoal), é companheira da corrupção e do crime económico. Permite todos os abusos e negociatas, abriga quem quer fugir ao Fisco, protege quem se quer esconder e, como temos visto tantas vezes, ergue-se como uma parede intransponível contra o escrutínio democrático.