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Mariana Mortágua

Portugal pode dispensar 7000 milhões na resposta à crise?

Quando o Orçamento para 2020 foi preparado e votado, ninguém poderia adivinhar que o ano seria passado sob o peso de uma crise social e económica como esta. Para dar ao Governo todos os instrumentos financeiros para combater a pandemia e mitigar a crise social, o Bloco viabilizou o Orçamento Suplementar. Era insuficiente e continha medidas que não mereciam inteiro acordo, mas representava uma resposta de emergência que devia ser viabilizada.

Mariana Mortágua

Primeiro atacaram "os coitadinhos". Depois...

19 de maio de 2028, chegou o dia de Catarina. Aos 26 anos matará um fascista porque, aos 26 anos, no dia 19 de maio de 1954, Catarina Eufémia morreu, assassinada a tiro numa greve de trabalhares rurais em Baleizão. Catarina, como todas as Catarinas antes dela, matará um fascista cúmplice (em atos, palavras ou omissões) da morte de mais uma mulher. Os pés estão firmes na terra que conheceu bem as misérias da ditadura, mas Catarina hesita, tem dúvidas. "De todas as coisas seguras, a mais segura é a dúvida". Sabem quem disse isto? Brecht. E Catarina tem dúvidas. Não vê beleza em matar fascistas, sabe que o seu ritual familiar não impediu a extrema-direita de alcançar o poder, e parece-lhe uma contradição matar para que mais nenhuma mulher morra.

Mariana Mortágua

Reforçar o SNS para além dos anúncios

Não foi preciso uma pandemia para compreendermos que o SNS, para se fortalecer como pilar da nossa democracia, precisa de profissionais, de investimento, mas também de uma estratégia. O modelo que vigorava desde os anos 90 enfraquecia o serviço público que se tornava numa plataforma de contratação a privados, sem ganhos, quer na qualidade dos cuidados, quer na poupança de recursos financeiros. Esta foi a debilidade que António Arnaut e João Semedo fizeram questão de expor, quando escreveram um projeto de nova Lei de Bases da Saúde.