
Violação da interdição pode implicar coimas entre 30 e 300 euros
Foto: Alto Minho TV
A Capitania do Porto de Caminha publicou um edital a anunciar a interdição à circulação na praia e no paredão de Moledo, por questões de segurança. Em causa, está uma nova derrocada do paredão de proteção provocada pelo mar. O aviso refere que a violação da interdição pode implicar coimas entre 30 e 300 euros.
"Por questões de segurança de pessoas e bens, atentas as condições atuais do areal e paredão da praia de Moledo, toda a zona sombreada a vermelho [parte norte do paredão, estacionamento e areal entre o bar Mergulho e duna primária onde existe um moinho a norte] encontra-se interdita, à permanência e circulação de pessoas, até que estejam garantidas as condições de segurança para a livre circulação nessa zona do areal e paredão", lê-se no edital, que indica também que foram "colocadas placas de sinalização, de interdição de circulação de peões e veículos, que abrange aquela zona da água balnear".
O documento avisa que "é expressamente proibido a permanência, atravessamento ou circulação de pessoas" na zona e que, "as violações ao estabelecido no edital", serão punidas "com coima a graduar entre os 30 e 100 euros, podendo o limite máximo elevar-se, no caso de pessoa coletiva, até 300 euros".
Ao JN, o Capitão do Porto de Caminha, Fernando Vieira Pereira, indicou que aquela constitui neste momento uma "zona de risco" para as pessoas, uma vez que "o alicerce do paredão foi abalado" pela ação do mar. Explicou que "o local que tinha sido reforçado", aquando de uma primeira derrocada, no início de fevereiro, "é o que está, neste momento, a aguentar a estrutura", mas que esta voltou a ceder por falta de sustentação.
"Já é o acumular da retirada de areia por ação do mar, que tem retirado cada vez mais areia e chegou às fundações do paredão", disse, aconselhando as pessoas a "manterem-se afastadas do local interdito, evitarem a curiosidade ou irem tirar fotografias".
A Câmara de Caminha também está a apelar à população que "não se aproxime do local". "A zona apresenta perigo de derrocada, podendo colocar em risco a integridade física de quem ali se desloque", justifica em comunicado, informando que a autarquia está "em articulação com a Junta de Freguesia de Moledo e Cristelo e em contacto com a Agência Portuguesa do Ambiente, a acompanhar permanentemente a situação e a desenvolver todos os esforços para garantir uma intervenção estrutural urgente" no paredão e praia de Moledo.

