
Em Aveiro, onde restam menos de uma dezena de marinhas a laborar, a Noeirinha viu no turismo uma forma de aumentar a rentabilidade e garantir a subsistência
Foto: Maria João Gala
Da certificação ao turismo, há várias estratégias para preservar as salinas tradicionais, locais onde se faz sal de forma artesanal, mas faltam apoios.
Certificação, procura de mercados além-fronteiras e desenvolvimento de novos produtos, que pode ir desde acrescentar ervas aromáticas ao sal até à criação de spas salínicos, e outras ofertas turísticas são as apostas das salinas tradicionais para sobreviverem. A Associação para a Valorização do Salgado de Castro Marim pede que a Classificação Portuguesa das Atividades Económicas (CAE) seja alterada, para diferenciar este sal que resulta da evaporação da água do mar de outro de cariz industrial, e assim facilitar investimentos que podem revitalizar o outrora pujante negócio do "ouro branco". A manutenção é importante para preservar a identidade dos territórios e os habitats onde a aves se refugiam.
