
Fábio Craveiro e Augusto Marques, armadores impedidos de ir ao mar, pedem celeridade na atribuição das ajudas ( Carlos Carneiro )
Foto: Carlos Carneiro
Há profissionais que não vão ao mar há dois meses. Os homens do mar desesperam, mas as ajudas do Estado só vão chegar em dezembro. Pela quebra nas vendas de peixe, a paragem pode já ter custado mais de 20 milhões de euros e, somando o mês de fevereiro, o número pode subir para 30 milhões.
O mau tempo obrigou os barcos de pesca a parar. Entre os pescadores, não há memória de um inverno tão rigoroso. Há quem já não vá ao mar há dois meses. Os homens do mar desesperam e as ajudas do Estado só vão chegar em dezembro. A situação é mais preocupante para os barcos mais pequenos, que, todos juntos, dão emprego a dez mil pescadores. Nas lotas, o último mês de 2025 já espelhava a dura realidade: um terço das descargas de peixe, metade da faturação, preço médio do peixe a duplicar. Contas feitas pelo JN, só na quebra de vendas, a paragem pode já ter custado mais de 20 milhões de euros e, somando o mês de fevereiro, o número pode subir para 30.
