
Apesar de ter sido absolvido pelo Tribunal de Sintra das acusações de sequestro e violação, o ator continua no centro do debate mediático
Foto: Arquivo
O processo de sequestro e violência sexual que envolve Carloto Cotta continua. A alegada vítima recorreu da decisão do Tribunal de Sintra que absolveu o ator, com a advogada da mulher a apontar "erros notórios" na apreciação das provas que podem ter influenciado o veredito.
O ator Carloto Cotta foi absolvido pelo Tribunal de Sintra das acusações de sequestro e violação, mas o caso não terminou. A alegada vítima decidiu recorrer da decisão, alegando que a análise das provas foi comprometida por "erros notórios", avançou o jornal "Expresso". A advogada responsável pelo recurso afirma que a atuação de um militar da GNR poderá ter afetado a credibilidade da vítima e influenciado o desenrolar do processo.
Três dias após a absolvição, o ator falou publicamente e disse: "Sinto-me como me sentia antes, inocente. Que prevaleça o benefício da dúvida e a posição de inocência até ser deliberada uma sentença. Como é óbvio sinto um alívio, foi um processo kafkiano e dantesco."
Segundo o recurso, no auto de 4 de maio de 2023, o militar da GNR escreveu que a assistente referira relações sexuais "consensuais". No entanto, em tribunal, admitiu que a vítima sempre disse que a relação foi forçada. Quando questionado, respondeu que "não tem justificação", o que a defesa considera uma falha grave.
O recurso será agora analisado por uma instância superior. Apesar da absolvição, o caso continua a marcar a vida de Carloto Cotta, que procura retomar a rotina e os projetos profissionais, enquanto o processo mantém a atenção mediática e o debate público sobre investigação e credibilidade das provas.

