
Os príncipes de Gales, William e Kate, pronunciaram-se publicamente pela primeira vez sobre as revelações do caso Epstein, sublinhando a preocupação com as vítimas
Foto: Hannah McKay/AFP
William e Kate pronunciam-se pela primeira vez sobre o caso Epstein, numa altura em que novas revelações voltam a abalar a monarquia britânica. Um porta-voz garante que a prioridade dos príncipes de Gales continua a ser as vítimas.
Os príncipes de Gales manifestaram-se "profundamente preocupados" com as sucessivas revelações do caso Jeffrey Epstein que envolvem o ex-príncipe André. A posição de William e Kate foi divulgada por um porta-voz do Palácio de Kensington, marcando a primeira vez que o casal se pronuncia sobre uma polémica que voltou a colocar a família real britânica no centro das atenções.
O príncipe William reagiu às recentes revelações envolvendo o seu tio, Andrew Mountbatten-Windsor, que voltaram a colocar a família real britânica sob escrutínio público (Fotos: Adrian Dennis, Alastair Grant/AFP)
A declaração foi feita em Riade, capital da Arábia Saudita, onde o príncipe William se encontra numa visita oficial de três dias. "Posso confirmar que o Príncipe e a Princesa de Gales têm estado profundamente preocupados com as contínuas revelações. Os seus pensamentos continuam centrados nas vítimas", afirmou o porta-voz, numa intervenção feita antes do início formal da agenda diplomática do herdeiro ao trono.
Documentos reacendem polémica
A divulgação de milhões de documentos associados a Jeffrey Epstein, o magnata condenado por crimes sexuais, voltou a lançar suspeitas sobre o ex-príncipe André, tio de William, agora referido como Andrew Mountbatten-Windsor. Entre as alegações está a de que uma segunda mulher terá sido enviada para o Reino Unido para um encontro sexual, assim como o alegado pedido feito por Epstein e pelo antigo duque para um encontro a três com uma dançarina exótica na Florida, EUA.
Os ficheiros incluem ainda acusações de que Mountbatten-Windsor terá partilhado relatórios confidenciais de visitas oficiais a Hong Kong, Vietname e Singapura, quando desempenhava funções como enviado comercial do Reino Unido. O antigo duque, que perdeu os títulos no ano passado por decisão do rei, rejeita qualquer irregularidade. Na semana passada, deixou o Royal Lodge e passou a residir temporariamente numa propriedade em Sandringham, sem comentar os documentos mais recentes.
Até agora, o príncipe Eduardo tinha sido o único membro da família real a pronunciar-se publicamente sobre o tema, sublinhando a importância de "lembrar as vítimas". Também o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, defendeu que qualquer pessoa ligada ao caso deverá colaborar com eventuais investigações, numa altura em que aumenta a pressão sobre a Casa de Windsor para um posicionamento mais claro.

