
Roger Waters durante a entrevista a Piers Morgan, onde admitiu recear pela sua segurança e ponderar deixar os Estados Unidos.
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Músico britânico diz recear pela própria vida devido às críticas a Donald Trump e admite que a sua permanência nos Estados Unidos possa não ser duradoura. Em entrevista a Piers Morgan, Roger Waters descreve um clima de medo e instabilidade política.
Roger Waters revelou temer pela sua segurança pessoal nos Estados Unidos devido às posições públicas que tem assumido contra o presidente Donald Trump. Em entrevista ao apresentador Piers Morgan, o músico britânico, de 82 anos, afirmou acreditar que a sua oposição ao presidente norte-americano o pode colocar em risco.
"Ele poderia mandar homens mascarados para atirar em mim na cabeça através da janela do meu carro, como faz com pessoas que discordam dele", declarou Waters, classificando Trump como "maligno" e "demente", num discurso marcado pela inquietação e pela desconfiança em relação ao poder político.
O co-fundador dos Pink Floyd admitiu também que a sua autorização de residência pode não se manter. "Pode ser que a minha residência nos Estados Unidos não dure o resto da minha vida. Pode muito bem ser que Donald e a sua cabala tomem essa decisão por mim, porque ele é bem errático", afirmou, deixando claro que já pondera um futuro fora do país.
Clima de medo na América
Perante esse cenário, Roger Waters confessou já ter equacionado mudar-se para outros destinos. "Prometo-lhe que já pensei em alternativas. Portugal é uma possibilidade. Também gosto de algumas ilhas nas Caraíbas e dos governos que elas têm", revelou, explicando que procura um lugar onde possa viver com maior tranquilidade e segurança.
Durante a entrevista, o músico voltou a referir o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, evocando a morte de Nicole Renee Good, ocorrida a 7 de janeiro, às mãos de um agente daquela entidade. "Há o ICE, pode mandar homens mascarados para me darem um tiro na cabeça através da janela de um automóvel, como faz com pessoas que discordam dele", repetiu..
Conhecido por ser uma das vozes mais críticas de Donald Trump no meio artístico, Waters voltou ainda a condenar ações recentes ordenadas pelo presidente dos Estados Unidos noutros países, como a Venezuela e o Irão. Questionado por Piers Morgan sobre a razão de continuar a viver num país cujo líder critica duramente, respondeu com um retrato sombrio do presente: "Vivemos num mundo muito perigoso e lixado. Encontrar um bom sítio para viver é difícil."

