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O primeiro-ministro, Passos Coelho, disse esta sexta-feira que as últimas previsões da economia nacional devem ser olhadas sem cruzar os braços, mas aproveitadas para trabalhar de forma a evitar que se concretizem.
Passos Coelho, que falava no encerramento do Congresso da Região de Aveiro, admitiu que as últimas previsões, hoje apresentadas pelo ministro das Finanças, podem corresponder a "um cenário mais realista", por terem em conta os mais recentes dados do contexto externo e a aprendizagem com a marcha da recessão em 2012.
O primeiro-ministro destacou, no entanto "aspetos de maior relevo no exame" da troika: "a grande confiança expressa dos parceiros europeus e o reconhecimento do enorme esforço e sacrifício feito pelos portugueses na execução do programa de ajustamento".
As metas do governo para o défice e o ritmo de consolidação da reforma do Estado associados ao "bom desempenho" do País, foram aceites pela troika, segundo o primeiro-ministro, que sublinhou "a flexibilização que foi conferida", mas advertiu que "as metas continuarão a exigir esforço e força de vontade".
