
O concelho de Marín transmitiu, esta sexta-feira, solidariedade às famílias das cinco vítimas portuguesas do acidente com o arrastão "Mar Nosso", recordando que aquela localidade galega tem sido "fustigada" por tragédias com pescadores nos últimos 40 dias.
"Expresso as minhas condolências às famílias, que estão a passar um momento complicado. Dos três pescadores cujos corpos já foram recuperados e dos dois ainda desaparecidos. Vai em primeiro lugar a minha expressão de sentimento pela dureza deste trágico acidente", disse à Lusa a autarca Maria Ramallo.
O arrastão "Mar Nosso", de 32 metros de comprimento e bandeira portuguesa, pertencia a um armador espanhol e naufragou, na quinta-feira, a 20 milhas da costa das Astúrias, Espanha.
A bordo seguiam 12 marinheiros, entre os quais cinco galegos (todos resgatados com vida) e sete portugueses. Destes, três morreram, dois continuam desaparecidos e os outros dois foram hospitalizados.
Em apenas 40 dias trata-se do terceiro caso do género envolvendo embarcações de pesca daquela zona da região espanhola da Galiza - depois dos casos do "Santa Ana" e do "Mar de Marín" -, mas desta vez sem vítimas mortais daquele país.
"Tivemos a sorte de que este caso não afetasse, em termos de mortes, nenhum dos marinheiros nossos. Mas no barco são todos como irmãos, por isso estamos muito tristes com o que aconteceu", apontou ainda a "alcaldesa" de Marín, uma cidade piscatória da costa da Galiza.
Dos cinco tripulantes espanhóis que se salvaram, três residem em Marín e são ali aguardados nas próximas horas, depois de terem recebido alta dos hospitais das Astúrias, onde passaram a noite. Os restantes vivem em concelhos vizinhos de Marín.
O "Mar Nosso" tinha bandeira portuguesa mas era propriedade do armador de Marín Claudino González, concelho galego onde também tinha porto base e ao qual deveria ter regressado, quinta-feira ao final da tarde, depois de terminar a última faina da cavala desta temporada.
