
Área protegida do Fanal, Madeira
Jnvalves/Wikimedia
A partir de 1 de janeiro, só se poderá caminhar nos trilhos mais procurados da ilha da Madeira mediante reserva de uma tranche horária.
Não é propriamente uma medida inédita no Mundo. Há muitos lugares onde se tem de reservar lugar para caminhar na Natureza, mesmo fora de parque naturais ou nacionais. Acontece no Pico, por exemplo. E na ponte suspensa de Arouca. A partir de 1 de janeiro, vai ser assim, também, na ilha da Madeira, espécie de meca mundial dos trilhos.
A medida foi anunciada há dias pelo secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus. Os limites serão definidos por intervalos horários, tendo em conta um máximo diário, para se conseguir distribuir os visitantes ao longo do dia e evitar que "vão todos à mesma hora para o mesmo local".
Quem já se aventurou por trilhos e levadas madeirenses cruzou-se certamente com vários caminhantes, sendo a ilha muito procurada por europeus amantes de trekking. E alguns lugares começam a ser demasiado visitados, pondo em causa a segurança dos caminhantes e o equilíbrio ambiental.
Apesar de as regras entrarem em vigor dentro de um mês, ainda não se sabe pormenores sobre os limites impostos nem que trilhos estão em causa.
Não foram, por enquanto, divulgados detalhes sobre a implementação desta medida, nem que percursos pedestres ou pontos turísticos deverão ser abrangidos, ou mesmo qual a capacidade máxima e como se fará a distribuição ao longo do dia. Sabe-se, para já, que os residentes e os operadores turísticos também estarão obrigados à reserva de lugar, sem contudo ter sido esclarecido se haverá lugares reservados aos madeirenses ou aos operadores turísticos, à semelhança do que acontece noutros realidades insulares, como é o caso de Canárias ou dos Açores.
Há umas semanas, o mesmo governante anunciara novas regras para acesso à floresta do Fanal, um dos lugares naturais mais fotografados da Madeira. No sentido de fazer do Fanal um exemplo de equilíbrio, começaram a instalar-se passadiços, cercas e trilhos sinalizados, resguardando as áreas mais sensíveis.
Esta nova medida soma-se à definida há um ano, que impôs taxas de acesso aos percursos, no valor de 3€ para todos os não residentes com mais de 12 anos, que se pode pagar online.
