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Vilar de Mouros acordou com o rock intenso de Linda Martini

Vilar de Mouros acordou com o rock intenso de Linda Martini

Foi ao som de Linda Martini que o terceiro e último dia do EDP Vilar de Mouros acordou, de rock sempre pujante e em língua portuguesa. Eles, que já estão a trabalhar em temas novos, como revelaram ao JN, em entrevista.

Linda Martini continua a produzir do melhor que o rock nacional tem. Foram eles que, esta noite, juntaram o maior público dos três primeiros concertos de um dia que ainda vai receber Fischer-Z, Prophets of Rage e Gogol Bordello.

Num palco EDP bem composto, as figuras bem alinhadas do quarteto nacional debitaram um alinhamento maioritariamente composto pelo álbum homónimo, editado no ano passado, quinto de originais e com o qual andam na estrada há um ano e meio.

Como revelaram ao JN, Pedro Geraldes (guitarra) e André Henriques (voz e guitarra), momentos antes do concerto, o conjunto já está a trabalhar em temas novos, por entre as dezenas de concertos que já deram este ano, sobretudo no verão.

Em Vilar de Mouros, onde regressaram depois de já terem passado em 2016, mantiveram a a pujante receita de rock alternativo que os caracteriza, de bateria a abusar no prato, baixo forte e guitarras guerrilheiras, ao mesmo tempo que a voz de André Henriques surge sempre com aspeto aparentemente esforçado, a coincidir como suor que deixam cair em cada performance.

"Amor combate", do álbum "Olhos de Mongol", continua a merecer ser ouvida vezes sem conta, mesmo 16 anos depois de ter sido lançada. Há momentos brilhantes quando vão à dupla voz (em "Unicórnio de Sta Engrácia") e uma "Gravidade" que obriga ao headbanging. Saíram de Vilar de Mouros agraciados e fizeram questão de reforçar o agradecimento: "Obrigado por terem vindo a esta hora, da última vez que estivemos cá não estava tanta gente".

Há Gang of Four começou morno e teve momentos de respeito, pesem embora o pouco público, dado que a maioria dos festivaleiros chegou mais tarde ao recinto, eventualmente por motivos futebolísticos. Jarojupe jogou em casa (eles são de Viana, o mesmo distrito de Caminha) e elevou os decibéis com um metal interessante.