
Foto: ERIK S. LESSER/EPA
Navegar nas "dating apps" é um comportamento comum e marcar encontros através delas também. Contudo, importa garantir a segurança quando a conversa passa do online para vida real. No dia da Internet Mais Segura, que se assinala nesta terça-feira, 10 de fevereiro, veja como o fazer sem surpresas desagradáveis.
Fez "match" com alguém numa aplicação de encontros, a conversa tem sido agradável e sente que é tempo de marcar um encontro presencial. Tudo parece ir no bom caminho, o que é uma boa notícia. Porém, estar atenta aos pequenos sinais não faz mal a ninguém e é uma garantia de segurança para o passo que se segue: conhecer em carne e osso a pessoa com quem tem vindo a conversar.
Sem querer instalar a permanente desconfiança, mas anulando desde logo comportamentos de risco, o guia Como usar dating apps de forma segura, da autoria de Rita Sepúlveda e com grafismo de Ana Marta Flores, pretende deixar dicas para experiências mais seguras.
No momento em que se assinala o dia da Internet Segura, esdta terça-feira, 10 de fevereiro, as autoras e investigadoras dp ICNOVA - Instituto de Comunicação da Nova, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova, deixam recomendações para garantir maior proteção desde o momento em que cria um perfil até à ocasião do encontro real, passando por alertas por comportamentos de risco.
Mas antes de prosseguir para o que deve e não deve fazer quando diz sim a um encontro presencial com alguém com quem fez match numa aplicação de encontros, as autoras lembram que "nem todos os matches são destinados a evoluir para um encontro", que "um encontro pode ser interrompido
ou cancelado a qualquer momento" e que o deve fazer de forma "ponderada, considerando possíveis riscos e agindo de forma a evitá-los", lê-se no guia. As autoras sublinham a importância de "confirmar que a pessoa é quem diz ser" antes de aceitar este meeting e sugerem até que
se agende uma "breve videochamada" prévia para "ajudar a validar a identidade e a perceber melhor com quem está a falar".
Veja agora o que deve e não deve fazer quando aceitar encontrar-se pela primeira vez com alguém que conheceu no mundo online, tendo em vista a autoproteção.
Segundo Rita Sepúlveda e Marta Flores, deve-se "combinar o encontro em espaços públicos (cafés, restaurantes, centros comerciais, parques)" e "avisar alguém de confiança e partilhar a localização em tempo real, se possível". As autoras recomendam que se "leve o telemóvel carregado e com dados móveis ativos", que se "observe o comportamento da outra pessoa e respeite os seus limites" e que "tenha um plano para sair caso algo não corra bem".
No que diz respeito aos comportamentos a evitar, as investigadoras desaconselham "encontros em casas particulares ou em locais isolados" ou a partilha antecipada da morada ou o local exato onde vive". "Depender da outra pessoa para transporte" e "ignorar sinais de desconforto por pressão social ou receio de parecer indelicado/a" são também recomendações deixadas pelas autoras.

