
Alterações hormonais podem fazer "despertar" a doença
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Conhecida sobretudo por ser uma reação cutânea, a rosácea também por atingir os olhos. Oftalmologista explica fatores que promovem o aparecimento da patologia e como a contornar. Uma condição que coloca as mulheres com maior predisposição para a doença.
As variações de temperatura acentuadas, a falta de proteção solar, stress e emoções intensas, o consumo de álcool e alimentos picantes e a maquilhagem irritava podem provocar danos na pele da pálpebra e que, se não cuidadosamente tratados, podem reincidir. Se a rosácea cutânea é uma patologia já bastante conhecida, a verdade é que ela pode ser também ocular, causando desconforto e, no limite, olhos vermelhos, sensação de areia, ardor, fotofobia, lacrimejo, prurido e edema palpebral. Se não for tratada a tempo, pode mesmo comprometer a visão.
Esta condição dos olhos pode começar de forma independente, mas na maior parte dos casos decorre da reação cutânea já existente e coloca as mulheres em maior vulnerabilidade. O oftalmolgista Eugénio Leite explica que tal acontece devido a "uma combinação de fatores hormonais, fisiológicos, comportamentais e imunológicos". "A menopausa, o uso de cosméticos inadequados e o olho seco evaporativo são os três fatores de risco mais relevantes", enumera o especialista, que explica que "a abordagem preventiva, com higiene palpebral regular, lágrimas artificiais, produtos hipoalergénicos e proteção solar, é fundamental para evitar surtos e complicações".
Perante estes sintomas, como escolher ir a um dermatologista ou oftalmologista? A rosácea ocular tem sinais amplos e inespecíficos que se prestam a confusões com patologias como a blefarite crónica, olho seco, conjuntivite alérgica ou seborréica e dermatite seborreica. Contudo, existem sinais de alarme que devem levar á procura de uma especialista. Entre eles, enumera Eugénio Leite, estão "sintomas oculares persistentes sem melhoria com lágrimas artificiais ou higiene palpebral, olhos vermelhos e dolorosos com ardor e secura, sem secreção purulenta significativa, episódios recorrentes de inflamação ocular; alterações da visão (visão turva, sensibilidade à luz), pele facial avermelhada ou sensível associada e crostas, inflamação ou vasos visíveis na margem das pálpebras".
