Afinal, porque é que o VAR não interferiu no lance que deu o golo ao Sporting nos Açores?

João Gonçalves foi o árbitro do Santa Clara-Sporting
Foto: Lusa
O Sporting ganhou nos Açores, frente ao Santa Clara, com um golo marcado de um canto que não existiu. Mas, afinal, porque o VAR não disse nada ao árbitro? O antigo juiz Paulo Pereira explica os motivos.
O golo de Hjulmand, que deu a vitória ao Sporting aos 90+4 minutos, contra o Santa Clara, nos Açores, promete continuar a alimentar a polémica dos últimos dias em relação às arbitragens.
Paulo Pereira, antigo árbitro de futebol, ilibou o VAR de qualquer culpa, sublinhando que os pontapés de canto não fazem parte do protocolo, apesar da implicação direta do lance no resultado.
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"A questão dos pontapés de canto não faz parte do protocolo VAR. Apesar do golo, o erro foi o assinalar do pontapé de canto. Os pontapés de canto e os lançamentos estão completamente fora do protocolo e não haveria ali qualquer possibilidade de intervenção do VAR. O golo nasce de um erro da equipa de arbitragem e é muito evidente. Quenda, claramente, joga a bola para fora, mas, como digo, o erro foi o assinalar do pontapé de canto e os cantos estão completamente fora do protocolo, nem sequer se equacionou alguma vez, em termos de regulamento de arbitragem, que um canto ou um lançamento pudesse ser visto pelo VAR", explicou o árbitro em declarações ao JN.
Refira-se que na sequência do lance, os protestos dos jogadores do Santa Clara levaram o árbitro a expulsar Adriano.
