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Super Dragões pedem ajuda a Graça Freitas para dar exemplo de cidadania

Super Dragões pedem ajuda a Graça Freitas para dar exemplo de cidadania

Claque vai apoiar a equipa a Famalicão e envia e-mail à DGS. Meta é dar exemplo de cidadania.

O F. C. Porto irá jogar à porta fechada, esta quarta-feira, em Famalicão, mas no exterior do estádio deverá sentir a presença dos adeptos. Para cumprir com todas as normas de segurança, o líder dos Super Dragões, Fernando Madureira, enviou um e-mail à diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, a solicitar indicações para que nenhuma regra seja quebrada.

"Desde a primeira hora que assumimos a responsabilidade social inerente a uma Associação que faz da integração e solidariedade dois pilares basilares da nossa existência (...) É difícil liderar um conjunto de pessoas que neste momento já podem frequentar ginásios, ir à missa, à praia, cafés e restaurantes, e depois impedi-los de apoiar o seu clube (...) É público que temos intenção de marcar presença no exterior dos estádios. Nada queremos fazer para que alguma instrução da DGS não seja respeitada. Pelo contrário, queremos dar um exemplo de cidadania (...) Nesse sentido, reitero o meu pedido de ajuda através de conselhos e recomendações que devam ser tidas em consideração", pode ler-se, no documento a que o JN teve acesso.

As ondas de apoio vão começar no hotel, onde a equipa estará instalada, e seguir-se-ão até ao palco famalicense, que acolhe o jogo da 25.ª jornada. "Iremos cantar durante os 90 minutos, com os tambores e o megafone, mas sempre com o distanciamento social", faz notar Fernando Madureira.

Leia o email na íntegra:

"Boa tarde Srª Drª Graça Freitas

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Antes de mais, quero, em nome pessoal e de milhões de portugueses, agradecer o seu contributo notável no combate à pandemia Covid-19. Bem haja!

Dirijo-me a si na qualidade de líder dos SuperDragões, maior grupo de apoio ao F. C. Porto. Desde a primeira hora que assumimos a responsabilidade social inerente a uma Associação que faz da Integração e Solidariedade dois pilares basilares da sua existência.

Tanto no apoio a unidades hospitalares, e seus respetivos profissionais, como às populações mais desprotegidas, estivemos, e ainda estamos, na primeira linha de apoio, compreendendo a importância de toda esta nova realidade para a as populações.

Como seguramente compreenderá, enquanto líder de uma claque que faz do apoio ao seu clube a sua maior razão de viver, estou perante um problema de difícil gestão e para o qual pedia a sua ajuda, conselhos e recomendações.
Regressam esta semana os jogos da I Liga e com eles toda a emoção em seu redor. Como calcula, é difícil liderar um conjunto de pessoas que neste momento já podem frequentar os seus ginásios, irem à missa e à praia, frequentarem os seus cafés e restaurantes preferidos, e depois conseguir impedi-los de apoiar o seu clube.

É público que temos intenção de marcar presença no exterior dos estádios onde o F. C. Porto jogue, sempre respeitando o devido distanciamento social, utilizando máscaras, o número máximo de aglomerados de pessoas, e medidas de higienização, etc.

Ainda assim, conscientes de que este é um problema social e não apenas dos SuperDragões, nada queremos fazer para que alguma instrução da DGS não seja respeitada. Pelo contrário, queremos dar um exemplo de cidadania e de que o regresso à "nova normalidade" poderá ser feito com sentido de responsabilidade.

Neste sentido, reitero o meu pedido de ajuda através de conselhos e recomendações específicas que devam ser tidas em consideração, comportamentos a evitar e, essencialmente, a melhor forma de passar uma imagem de respeito pelo próximo, sem abdicar do regresso à normalidade.

Apresento os meus respeitosos cumprimentos,
Fernando Madureira"

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