O secretário-geral do PS considerou, esta terça-feira, que dados que apontam para 13,6% de desemprego em Portugal mostram que "a receita" do Governo não resolve os problemas e que são necessárias políticas activas de criação de postos de trabalho.
António José Seguro falava aos jornalistas em conferência de imprensa, depois de confrontado com dados do Eurostat de que a a taxa de desemprego em Portugal subiu para 13,6% em Dezembro de 2011, mais quatro décimas que no mês anterior.
"Olhamos para os números do desemprego com elevada preocupação. Isso significa que a receita que está a ser aplicada não resolve os problemas e até aumenta o nível de desemprego em Portugal, sobretudo entre os jovens", respondeu o líder dos socialistas.
António José Seguro procurou depois transmitir a sua posição de princípio em matérias de políticas sociais de combate ao desemprego e criticou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
"Na minha declaração de candidatura à liderança do PS [em Junho passado] disse que nenhum político honesto poderia dormir descansado enquanto houvesse este nível de desemprego jovem em Portugal. Quantos indicadores mais é necessário o primeiro-ministro ter à sua frente para mudar de política e seguir outro caminho?", questionou Seguro.
Para António José Seguro, no plano europeu, começam agora a existir sinais de que se reconhecem erros cometidos no que respeita às políticas económicas e financeiras.
"Aparentemente, a União Europeia está agora a perceber que a receita que está a aplicar é errada, porque são necessárias políticas activas de emprego. Em Portugal, em todos os debates quinzenais, na Assembleia da República, tenho dito olhos nos olhos ao primeiro-ministro que ele tem de mudar e que tem de ter como prioridades o crescimento económico e o emprego", afirmou o secretário-geral do PS.
Seguro disse estar satisfeito com a decisão da União Europeia de libertar 82 milhões de euros para apoiar os países em maiores dificuldades, mas considerou que o alcance deste tipo de medidas é ainda limitado.
"Repare-se, na União Europeia, foram às sobras dos fundos estruturais, o que demonstra que tal não corresponde a uma opção política no sentido de promover um reforço dos fundos estruturais", disse.
