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Empresários vivem aflição por falta de quem trabalhe

Empresários vivem aflição por falta de quem trabalhe

Imigrantes estão a socorrer negócios em Caminha, que no verão se enche de turistas. Mesmo a pagar mil euros, é difícil contratar.

Alice Sofia, empresária de restauração, tem um anúncio a pedir funcionários desde março, à porta do estabelecimento, em Caminha. Fez na mesma altura inscrição no Centro de Emprego. Precisa de três pessoas para assegurar o verão, mas está a trabalhar sozinha, a atender as 23 mesas (43 lugares) do restaurante. Conta com a ajuda do marido, agente da GNR, só nas horas vagas. A cozinha está nas mãos da cozinheira de sempre e a esplanada a cargo da filha daquela trabalhadora, estudante agora de férias. Alice Sofia mostra-se agastada com a situação.

"Tive a equipa formada, mas todos abandonaram. Ninguém quer fazer horas, fins de semana, noites", desabafa. "Tive um miúdo de 17 anos que veio num fim de semana e foi embora. Está a ser muito difícil e vai para pior. Mais tarde ou mais cedo, sobreviveremos três ou quatro restaurantes, que tenham família para ajudar".

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