Comércio

Vinhos do Porto e Douro com vendas recorde de 600 milhões

Vinhos do Porto e Douro com vendas recorde de 600 milhões

Crescimento das exportações permitiu anular a quebra no mercado interno, ainda 19% abaixo de 2019.

Os números do mercado nacional não estão ainda completamente fechados, mas tudo indica que o recorde de vendas de vinhos da Região Demarcada do Douro será "amplamente batido" em 2021, atingindo a fasquia dos 600 milhões de euros. Números adiantados ao JN/Dinheiro Vivo pelo presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), Gilberto Igrejas, que fala num ano "manifestamente muito positivo" e num "marco histórico" que atesta "a resiliência das gentes do Douro e dos agentes económicos nos mercados internacionais".

O grande contributo para esta performance vem das vendas no exterior, que cresceram 9%, no global da região, face a 2019, totalizando 403 milhões de euros. As exportações corresponderam a 67,2% das vendas totais dos vinhos DOP Porto e Douro. Gilberto Igrejas fala num comportamento "verdadeiramente assinalável" das exportações, que cresceram 8% no vinho do Porto e 12,8% nos vinhos do Douro, face ao período pré-covid.

Pelo contrário, o mercado nacional continua sem recuperar totalmente, pelo menos no que diz respeito ao vinho do Porto, cujas vendas se estimam na ordem dos 52 milhões de euros, 19% abaixo de 2019. Números que atestam o efeito no setor das quebras do turismo no Norte durante 2021. "Os portugueses, definitivamente, não bebem regularmente vinho do Porto", diz Gilberto Igrejas.

Já para 2022, o IVDP aposta no reforço da promoção e dos pilares estratégicos da sua ação na região, com especial destaque para a sustentabilidade e para a inovação tecnológica e modernização administrativa.

"Temos que rapidamente nos articular com todas as valências da sustentabilidade, incluindo a social, porque é preciso garantir que este valor que a região gera vai chegar, na cadeia redistributiva, aos agricultores", defende.

Consciente de que o trabalho de promoção, nacional e internacional, dos vinhos é "importantíssimo", Gilberto Igrejas quer que o próximo ministro das Finanças aceda a "excecionar a rubrica da promoção" das cativações automáticas da contabilidade pública. O que permitirá que, na entrada do novo ano civil, esta parcela do orçamento fique, de imediato, disponível e seja possível lançar concursos plurianuais.

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