
O restaurante bracarense Augusta.
Foto: DR
A chef Fernanda Barbosa está ao comando do lume nesta casa com quase três décadas de portas abertas.
O restaurante Augusta, em Braga, abriu portas em 1998. Fica em Vila de Este e desde a inauguração tem estatuto e conteúdo de clássico. Como se tivesse estado sempre ali. Pertence ao universo empresarial Torres e tem a chef Fernanda Barbosa no comando do lume. Temos entradas maravilhosas ao nosso dispor, e se quisermos fazer a refeição inteira em modo petisqueiro, claro que é possível.
Há belíssimas pataniscas da Avó, feitas com o primor de antigamente, mas com técnica moderna. Temos presunto bísaro fatiado que é delicioso. Faz-se uma entradinha fantástica que dá pelo nome de trespassada da aldeia, e consiste de ovos mexidos com chouriça caseira. Sabe pela vida. O Augusta tem uma alheira de perdiz que é única, e é servida com legumes. Novidade absoluta. Há ameijoas à Bulhão Pato deliciosas e processadas como a gente gosta. Impecável labor culinário, a clamar por repetição. Mas vamos conter-nos e resistir, porque há muito ainda pela frente. Se a opção for marisqueira, o melhor é passar logo à brilhante e variada tábua mista de marisco.
Os pratos de peixe contêm pratos de bacalhau, de que destaco a variante à Braga, que nasceu aqui, na cidade dos arcebispos. Posta frita, cebolada e batatas fritas às rodelas, feita com requinte e garbo, encanta sempre. O bacalhau à Augusta é derivado dessa fórmula original e é feito com apontamentos de puré de batata, com um refogado mais picado no sabor. Há filetes de pescada fresca que nos elevam ao céu. Nada têm que temer os adeptos mais fervorosos da iguaria, a chef Fernanda sabe fazer bem as coisas. É muito especial o ensopado de peixe com gambas que a cozinha produz, pede e merece um bom vinho branco. A garrafeira do Augusta tem vários e o aconselhamento é mais que apropriado. Há sempre bom peixe para emprestar à grelha.
Os pratos de carne são expressão de receituário de luxo, animados pelos melhores cortes. Destaco o exuberante rosbife folhado. 400 gramas de carne excelente, processada em massa folhada. O cabritinho assado no forno é fantástico e a posta de vitela à Augusta é toda uma instrução. Cuidado supremo na manipulação, e irrepreensível técnica culinária, a produzir um molho glorioso.
No elenco de sobremesas, não podia faltar o pudim abade de Priscos, pelas raizes antigas da receita e por saber bem apreciá-lo no lugar mais adequado. Afinal, nasceu aqui perto. Há uma outra sobremesa genial, o travesseiro Augusta, que não pode deixar de conferir. Preferindo coisas mais simples, opte pelo excelente leite creme torrado. E deixe mesa marcada para o dia seguinte.
Augusta
Rua do Fojo, 84, Braga
Tel. 253 676 437
Web: restaurantestorres.pt
Das 12h às 00h. Encerra jantar de domingo.
Preço médio: 32 euros
