Defesa diz que agentes da PSP "se tornaram incómodos" e acusa investigação de "requintes de malvadez"

Agentes da PSP estão a ser julgados no Tribunal de São João Novo, no Porto
Foto: Carlos Carneiro
O advogado de um dos três agentes da PSP em prisão preventiva, acusados pelo Ministério Público de ceder droga a toxicodependentes em troca de informações sobre traficantes, afirmou que os polícias, da Brigada de Fiscalização Policial, se tornaram "incómodos" para a Divisão de Investigação Criminal, que os viria a deter em julho de 2023, devido aos resultados que apresentavam. Segundo a defesa, todo o processo assenta numa "cabala" e numa investigação "diabólica".
Na segunda sessão dedicada às alegações finais, que decorreu esta terça-feira no Tribunal de São João Novo, no Porto, a defesa do arguido Sérgio Pereira sustentou que o seu constituinte e os restantes elementos daquela equipa não eram "santos", mas sim agentes que, pela natureza do trabalho em bairros problemáticos do Porto, tinham de ser "três vezes mais astutos do que um delinquente". "Caso contrário, eram engolidos", afirmou Francisco Sampaio, sustentando que, apesar de não estar vocacionada para o combate ao tráfico de droga, a brigada em causa realizava mais apreensões do que a própria esquadra com essa competência, o que terá contribuído para que os agentes se tornassem um alvo. "Por isso, tornaram-se incómodos", disse.

