Agente da PSP "Satanás" diz que deu roupa mas nunca droga a informadores

Agentes da PSP chegaram ao tribunal em carrinha celular
Foto: Carlos Carneiro
Mais dois polícias acusados pelo Ministério Público (MP) de procedimentos policiais abusivos negaram, ontem, ter cedido droga a toxicodependentes em troca de informações sobre traficantes que atuavam nos bairros mais conotados com o tráfico no Porto. Um deles assumiu, no entanto, que lhes fornecia bens de primeira necessidade.
No arranque do julgamento, segunda-feira, o primeiro agente da PSP a ser ouvido pelo Tribunal do Porto havia refutado a troca de drogas por informações. Já ontem, o arguido Sérgio F., de 54 anos e que no meio policial é conhecido como "Satanás" ou "Pistolas", reiterou que não dava contrapartidas em estupefaciente - "Não era a minha forma de trabalhar, nunca adotei métodos ilícitos", afirmou -, mas assumiu que dava comida, roupas e outros bens a pessoas em situação de vulnerabilidade e que lhe prestavam informações.

