Libertado arguido que estava em preventiva há mais de dois anos em caso de tráfico de pessoas

Foto: Teixeira Correia
O coletivo de Juízes do Tribunal de Beja libertou, esta quarta-feira, Pardeep Sinhg Sandha, de 45 anos, um dos oito arguidos em prisão preventiva de um total de 22 envolvidos no processo Operação Espelho II, que hoje teve o dia dedicado às alegações finais do Ministério Público e dos advogados de defesa.
Os restantes sete arguidos continuam em prisão preventiva aguardando a leitura do acórdão que ficou marcado para o próximo dia 13 de março, às 14 horas, no Tribunal de Beja.
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Pardeep Sinhg Sandha estava preso há 26 meses e 21 dias no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), depois da operação levada a cabo pela Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária (PJ) nos concelhos de Cuba, Ferreira do Alentejo e Beja, em que resultou a constituição e acusação de 35 arguidos, 22 pessoas e 13 empresas.
O coletivo de juízes validou o pedido feito na manhã desta quarta-feira, pela Procuradora do Ministério Público (MP) de Beja, Jacqueline Mendes, nas alegações finais que considerou que a prova feita contra o arguido não era suficiente para o mesmo manter o estatuto coação mais gravoso, pedindo que passasse para termo de identidade e residência.
O empresário agrícola, com residência na região e um título de residência válido, chegou a julgamento acusado de 23 crimes: um de associação criminosa, 19 de tráfico de pessoas, um de auxílio à imigração ilegal, um de associação de auxílio à imigração ilegal e um de branqueamento de capitais.
Recorde-se que da mesma ação da PJ, já foi julgado outro processo, denominado Operação Espelho I, e que, no passado dia 15 de janeiro, teve a leitura do acórdão por um coletivo de juízes do Tribunal de Beja, que condenou nove arguidos a penas de prisão entre os dois anos e os nove anos e seis meses de prisão, duas das quais suspensas.
