Maia

Escravos da máfia chinesa ficam com proteção do Estado

Escravos da máfia chinesa ficam com proteção do Estado

Dois dos seis detidos indiciados por pertencerem a um grupo da máfia chinesa desmantelado pela Polícia Judiciária (PJ) vão receber proteção do Estado. Um juiz de instrução criminal de Matosinhos considerou serem vítimas de tráfico de serem humanos. Os outros quatro já estão em prisão preventiva.

Os dois cidadãos chineses que foram encontrados sem documentos, numa estufa de canábis, montada num armazém do Castelo da Maia, nem sequer sabiam que estavam em Portugal. De acordo com informações recolhidas pelo JN, os dois homens terão sido transportados para território nacional em condições ainda por apurar, vivendo e dormindo no armazém, com a única missão de tratar das plantas de canábis.

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Desde que chegaram à Maia, nunca terão saído à rua, sendo tratados como escravos pela organização criminosa chinesa. Foram encaminhados para uma casa-abrigo do Estado destinada a refugiados e vítimas.

Já quanto aos outros quatro indivíduos detidos na semana passada durante a operação da PJ, o juiz decidiu colocá-los na prisão. São suspeitos de extorsão a empresários chineses, tentativas de homicídio à facada, agressões, intimidações e tráfico de droga.

O grupo atuava em Varziela, a "Chinatown portuguesa" de Vila do Conde, onde obrigariam as vítimas a pagar para não serem alvo de agressões ou tentativas de homicídio.

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