Autoridades

Mulher irlandesa diz que pode ter sido violada por suspeito do caso Maddie no Algarve

Mulher irlandesa diz que pode ter sido violada por suspeito do caso Maddie no Algarve

Hazel Behan trabalhava como agente turística num resort na Praia da Rocha e a duas semanas de fazer 21 anos foi violada por um homem no seu apartamento. Quando ouviu a descrição do ataque feito por Christian Brueckner, novo suspeito do caso Maddie, a uma idosa britânica em 2005, a irlandesa encontrou várias semelhanças com o que lhe aconteceu. Hazel Behan pede agora que as autoridades reabram o caso.

"Eu vomitei para ser honesta quando li sobre isto [ataque a idosa], levou-me de volta à minha própria experiência", conta Hazel Behan ao jornal "The Guardian", 16 anos após ter sido violada na Praia da Rocha, a 30 minutos do local onde Madeleine McCann desapareceu a 3 de maio de 2007, na Praia da Luz. A irlandesa, hoje casada e com dois filhos, pede aos detetives que atentem também no seu caso, pois acredita que Christian Brueckner poderá ser culpado.

PUB

"Fiquei muito abalada quando li como ele atacou uma mulher em 2005, tanto as táticas como os métodos que ele usava, as ferramentas que tinha, o quão bem ele planeara", explicou. A mulher irlandesa recorda com precisão o ataque que lhe foi feito em 2004: foi acordada por volta da 1 da manhã com alguém a chamar pelo seu nome, quando despertou viu um homem mascarado com um collant e uma faca de pelo menos 12 centímetros na mão.

Ainda se recorda da voz e da fisionomia. Falava inglês, tinha sotaque alemão, cabelo loiro e olhos azuis. O ataque foi violento: o homem arrastou-a para a sala do apartamento, instalou uma câmara de vídeo, amarrou-a e tapou-lhe a boca com um pano para que não se ouvissem os gritos. Começou depois a espancá-la e a violá-la. Como Hazel Behan conta ao "The Guardian", o ataque terá durado entre "quatro a cinco horas". "Eu estava convencida que ele me ia matar", diz. O homem ainda lhe colocou um lençol na cabeça, como se fosse sufocá-la, mas depois abandonou o quarto a correr.

A irlandesa defende que se sentiu humilhada durante o processo de investigação. Diz que lhe tiraram fotografias às feridas, resultado das agressões feitas pelo homem, foi examinada no hospital, mas pouco sabe sobre as conclusões. Behan diz que a mãe encontrou uma unha da filha no quarto após o ataque, portanto não sabe até que ponto foi examinado com pormenor.

A mulher já prestou declarações às autoridades britânicas, que lhe garantiram que estavam atentos ao caso e que a polícia portuguesa iria contactá-la brevemente. "Vivo na esperança de finalmente terminar um capítulo extremamente difícil da minha vida", conclui Hazel Behan.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG