Acusações de tortura e tráfico de órgãos após devolução de corpos a Gaza

Israel entregou 135 corpos durante cessar-fogo, além de ter libertado mais de 1700 palestinianos
Foto: Omar AL-QATTAA / AFP
A devolução dos corpos de palestinianos no âmbito da primeira fase do acordo de paz entre Israel e o Hamas ocorreu com uma grande vaga de denúncias. Médicos e autoridades da Faixa de Gaza acusam Israel de ter torturado e até retirado órgãos de falecidos sem autorização. A discussão sobre a prática de tráfico de órgãos não é, no entanto, novidade no Estado hebraico.
"Os corpos que recebemos estavam amarrados como animais, com os olhos vendados e apresentavam sinais horríveis de tortura e queimaduras que revelam a extensão dos crimes cometidos em segredo. Não morreram naturalmente; foram executados após serem imobilizados. Estas pessoas não foram enterradas, foram mantidas nos frigoríficos da ocupação [israelita] durante longos meses", descreveu o médico Munir Al-Bursh, diretor-geral do Ministério da Saúde em Gaza, citado pela organização não governamental (ONG) Euro-Med Human Rights Monitor.
