Violência

Etiópia alega morte de mais de 800 extremistas do Al-Shebab desde 21 de julho

Etiópia alega morte de mais de 800 extremistas do Al-Shebab desde 21 de julho

Mais de 800 combatentes do grupo extremista somali Al-Shebab, incluindo 24 líderes, foram mortos desde 21 de julho perto da fronteira entre a Etiópia e a Somália numa operação militar das Forças Armadas etíopes, confirmaram esta sexta-feira fontes militares.

Segundo o major-general Tesfaye Ayalew, que liderou a operação militar, citado hoje pela Agência de Notícias da Etiópia (ENA, na sigla em inglês), a Força Aérea da Etiópia conseguiu destruir conjuntos de armas e depósitos de alimentos pertencentes ao grupo terrorista em colaboração com as forças especiais da região somali (leste).

O Al-Shebab, um grupo ligado à rede Al-Qaida desde 2012, leva a cabo frequentemente ataques terroristas em diferentes partes da Somália para estabelecer um Estado Islâmico ao estilo wahabita (ultraconservador) e também ataca países vizinhos como o Quénia ou, recentemente, a Etiópia.

Os ataques do Al-Shebab em áreas próximas da fronteira com a Etiópia são raros devido à forte presença das forças de segurança etíopes na área.

Adis Abeba também faz parte do destacamento da Missão de Transição da União Africana (ATMIS), que este ano substituiu a Missão da UA na Somália (Amisom) após 15 anos de operações contra o fundamentalismo islâmico.

A Somália enfrenta um aumento no número de ataques da milícia islâmica Al-Shebab, tanto na capital, Mogadíscio, como em outras áreas do sul do país, o que levou o novo Presidente, Hassan Sheikh Mohamud, a prometer concentrar os seus esforços na segurança durante os primeiros cem dias do seu mandato.

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