Pandemia

Madrid e Catalunha suspendem vacinação por falta de vacinas

Madrid e Catalunha suspendem vacinação por falta de vacinas

A campanha de vacinação em Espanha deve mudar radicalmente, para cumprir o objetivo inicial do executivo de conseguir imunizar 70% da população até ao final do verão.

Madrid e Catalunha anunciaram esta quarta-feira que vão adiar a administração da primeira dose da vacina contra a covid-19 durante as próximas duas semanas, por falta de stock. Desta forma, as duas regiões espanholas tentam garantir que os residentes nos lares de idosos e respetivos funcionários, tal como os profissionais de saúde, que já tenham recebido a primeira dose possam completar a imunização, graças as reservas de provisões.

Esta paralisação do fornecimento afeta diretamente trabalhadores de hospitais e centros de saúde e pessoas dependentes maiores de 80 anos. "Precisamos de um maior número de doses e precisamos delas já. Esta deve ser a maior prioridade da ministra de Saúde", anunciou o vice-presidente da Comunidade de Madrid, Ignacio Aguado.

Os problemas de abastecimento das vacinas que estão a afetar a toda Europa tem levado a capital espanhola a receber, na última duas semanas, apenas metade das doses que tinham sido prometidas (apenas 24 mil em vez das 48 mil esperadas).

O autarca e dirigente do Cidadãos afirmou que, se Madrid continuar com este ritmo de vacinação, no fim do verão só o 10% da população estará imunizada. Atualmente, só 4703 pessoas receberam já a segunda dose em Madrid. Desde o início da campanha de vacinação, no fim de dezembro, a Comunidade de Madrid já administrou mais de 180 mil vacinas, mas ainda assim continua no fundo da tabela, junto à Cantábria, como o segundo território onde se administraram menos vacinas, segundo os dados fornecidos diariamente pelo Ministério de Saúde.

O cenário também não é favorável na Catalunha. onde, segundo as palavras do secretário de Saúde Publica da Generalitat, Josep Maria Argimon, as vacinas se vão esgotar esta sexta-feira. "Recebemos um total de 217 mil vacinas. 200 mil foram já administradas, repartindo 182 mil na primeira dose e 18 mil na segunda, pelo que faltam 17 mil que vão ser utilizadas nos próximos dois dias".

O dirigente catalão já alertou que, devido ao atraso da entrega de novas doses por parte da Pfizer, pelo menos 10 mil pessoas não vão poder receber a segunda dose na data definida e deverão continuar à espera da nova remessa para completar uma imunização satisfatória até 41 dias depois de receber a primeira dose. "A Moderna está atrasada, a Pfizer envia menos vacinas e ainda não sabemos nada da AstraZeneca", criticou Argimon.

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