Espanha

Portugueses saíram da gruta pelo próprio pé

Portugueses saíram da gruta pelo próprio pé

Os quatro espeleólogos retidos numa gruta no norte de Espanha saíram esta segunda-feira à tarde. Após a localização da equipa de resgate, os portugueses saíram pelo próprio pé.

"Nós estamos bem. A nossa preocupação eram os amigos e família", disse, um dos portugueses, à SIC. "Estávamos bem. Tínhamos comida para o caso de ser preciso mais dias", referiu. "A equipa de resgate foi excecional", disse António Afonso, também ele um dos portugueses que ficou retido.

"Estão agora a comer uma sopa quente", disse porta-voz do governo regional da Cantábria. "Felizmente correu tudo bem, mas também tínhamos o plano b", assegurou.

Os quatro portugueses foram surpreendidos por chuvas intensas, tendo ficado bloqueados pela subida das águas no interior de uma das grutas de Cueto-Coventosa, na região da Cantábria, norte de Espanha.

Um dos espeleólogos, Afonso Costa, explicou aos jornalistas que a zona onde se encontravam ficou bloqueada pela água e não tiveram outra alternativa que não fosse esperar "o tempo necessário" para que baixasse.

Afonso Costa disse que o grupo tinha estudado a meteorologia para aqueles dias naquela zona e que não esperava "tanta água".

O espeleólogo sublinhou que sabiam que seria lançada uma operação de resgate e mostrou-se convicto de que poderiam ter saído da gruta pelo seu próprio pé e sem ajuda.

"Não havia problema, estávamos preparados", disse Afonso Costa.

Os quatro portugueses, que fazem parte de um grupo de sete espeleólogos do Clube de Montanhismo Alto Relevo de Valongo, região do Porto, ficaram retidos pela água no fim-de-semana numa das grutas de Cueto-Coventosa, no norte de Espanha.

A única preocupação dos espeleólogos enquanto estiveram na gruta foi com as suas famílias, as quais contactaram assim que saíram. Consigo tinham mantimentos para mais três dias.

Assim que os portugueses foram encontrados, entrou na gruta uma médica da equipa de socorristas para confirmar o seu estado de saúde.

"A única dificuldade de toda a operação foi termos de esperar que a força da corrente e o nível das águas baixasse", explicou Martín González Hierro que estimou em "mais uma hora" o tempo até que saia o último dos espeleólogos.

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