
Apoiantes de Seguro acompanharam noite eleitoral nas Caldas da Rainha
Foto: Mário Vasa
A noite eleitoral de António José Seguro está a ser acompanhada no Centro Cultural das Caldas da Rainha por um núcleo restrito de apoiantes e figuras históricas do PS, que reagiram com satisfação aos primeiros resultados e projeções, sublinhando o significado político de uma vitória que consideram clara e com margem acima do esperado.
Alberto Martins, antigo ministro da Justiça, afirmou que o resultado ficou dentro do intervalo que antecipava, entre os 25% e os 30%, e classificou a prestação de Seguro como "uma grande vitória". Para o histórico socialista, o resultado representa "quem defende a Constituição da República, o Estado Social e o combate às desigualdades sociais e geracionais", traçando desde logo o enquadramento da segunda volta como um confronto entre projetos políticos opostos. "Vamos enfrentar um candidato que nega tudo isto. António José Seguro é um democrata, não é um extremista", afirmou.
A mesma leitura foi reforçada por Marco Martins, antigo autarca socialista, que considerou o resultado "significativo" e potencialmente surpreendente pela sua dimensão. Para o ex-presidente da Câmara de Gondomar, o desfecho resulta de "uma campanha limpa, sem entrar em polémicas", interpretando o voto como um sinal claro dos eleitores. "Os portugueses deram hoje um sinal muito importante de quererem moderação", disse, acrescentando que a segunda volta colocará frente a frente "um democrata e um outro candidato que nunca deu provas ao país".
Também Ana Jorge, ex-ministra da Saúde, admitiu que os números superaram as expectativas iniciais. "As sondagens apontavam para um valor um pouco mais baixo, mas isto mostrou mobilização e é muito satisfatório que tenha esta dimensão e que Seguro esteja em primeiro", referiu. A antiga governante deixou, no entanto, um aviso para a fase decisiva da corrida presidencial. "Nada está ganho e é preciso mobilização", sublinhou, manifestando confiança no eleitorado do centro e da direita democrática. "Entre dar o voto a um extremista e à democracia, preferem claramente o caminho da democracia."
No Centro Cultural das Caldas da Rainha, a leitura comum entre os apoiantes é a de que os resultados confirmam uma campanha assente na moderação, na linha de Abril e numa proposta reformista da democracia, criando expectativas elevadas para o confronto decisivo da segunda volta.

