Douro com quebra de 40% de uvas devido a calor no verão e míldio na primavera

Os produtores ouvidos pelo JN não deixam dúvidas de que, globalmente, este é um ano mau
Foto: Leonel de Castro
A Região Demarcada do Douro terá produzido pouco mais de metade das uvas de um ano normal na campanha vitícola de 2025. Míldio a mais na primavera e calor excessivo no verão são as principais causas. Ninguém sabe se o preço pago pelas uvas subirá, embora este seja o desejo dos agricultores, que depois do corte para 75 mil pipas do quantitativo de mosto a destinar à produção de vinho do Porto (benefício) sofrem novo revés com as videiras menos carregadas.
O Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) não avançou dados oficiais ao JN sobre as contas da vindima de 2025. Explicou que ainda é cedo, porque as declarações de colheita e produção ainda podem ser entregues até ao final deste mês. Todavia, os produtores ouvidos pelo JN não deixam dúvidas de que, globalmente, este é um ano mau. Em média, a quebra rondará 40%, embora não seja homogénea em toda a área demarcada. A sub-região do Baixo Corgo terá sido a mais afetada e muito por culpa do míldio, uma doença que a primavera chuvosa favoreceu.
