Luís Neves rejeita críticas de Passos por aceitar ser ministro: "Estou absolutamente blindado"

Luís Neves tomou posse na última segunda-feira como ministro da Administração Interna
Foto: Carlos Carneiro
Luís Neves, novo ministro da Administração Interna, garantiu esta quinta-feira que não irá estar ao lado de agentes da PSP que participem em "casos isolados que envolvam violações dos direitos preparadas, reiteradas ou dolosas". Perante as críticas por aceitar integrar o Governo, nomeadamente do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, o ex-diretor da PJ garantiu que está "absolutamente blindado" e que "não conhece investigações em curso".
As palavras do governante foram proferidas esta quinta-feira durante uma intervenção na sessão solene de abertura do Ano Académico 2025/2026 do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, em Lisboa, naquela que foi a sua primeira participação num ato público desde que tomou posse, na última segunda-feira.
Sem se referir a qualquer caso do passado em particular, Luís Neves apontou que atuações de agentes à margem da lei "nunca contarão com qualquer atitude compreensiva" da sua parte. Pelo contrário, "algum excesso que possa ter ocorrido por se querer ter feito bem, por se querer cumprir a lei, porque se querer ter agido terá o meu apoio, suporte e compreensão".
Aos futuros agentes da PSP, Luís Neves pediu "liderança pelo exemplo e motivação" e que "salvaguardem sempre o interesse público". "Tenho orgulho nesta força", garantiu.
À margem da intervenção, Luís Neves foi confrontado com as críticas do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho à sua nomeação, por ter saído diretamente de diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) para o Governo. "Se sentisse que havia o mínimo de conflito de interesses, eu próprio não teria aceite o convite para ministro. Estava totalmente à vontade para dar este passo. Não conheço investigações em curso, nunca houve qualquer interferência da minha parte", garantiu.
"Estou absolutamente blindado, muito firme e seguro", concluiu o titular da Administração Interna, que substituiu no cargo Maria Lúcia Amaral.

