
O presidente do Chega, André Ventura
António Cotrim / Lusa
O presidente do Chega, André Ventura, voltou hoje a defender a introdução da prisão perpétua no Código Penal, considerando que devem terminar as penas suspensas para suspeitos de crimes como terrorismo, violação ou homicídio.
No seu discurso durante um almoço/comício em Santarém, o presidente do Chega abordou o tema da segurança, considerando que tem "falhado tantas vezes" e que o país se tornou numa "bandalheira a céu aberto".
André Ventura defendeu que crimes como violação "não terão piedade" e que os que forem julgados por os cometer "vão apodrecer na cadeia".
"Os que cometerem este tipo de crimes ficarão na cadeia a vida toda", afirmou, sem referir que tal implica uma revisão da Constituição da República Portuguesa que tem de ser aprovada por dois terços dos deputados.
O líder do Chega defendeu também que "os que vierem de fora para cometer este tipo de crimes ficarão na cadeia o tempo que tiverem de ficar e quando saírem nunca mais porão os pés neste país".
No programa eleitoral, o Chega propõe "introduzir a pena de prisão perpétua com possibilidade de revisão depois de cumprida uma parte da pena" e também "promover uma reforma na justiça, no sentido de eliminar determinados bloqueios que impedem a aprovação de determinadas penas, como a pena de prisão perpétua ou a sanção acessória de tratamento para inibição de libido".
"Para nós, terroristas, violadores, homicidas, nunca mais saem da prisão", disse, defendendo ainda o fim das "penas suspensas para que comete este tipo de crimes".
"Estamos a gerar vítimas atras de vítimas desnecessariamente, só porque achamos que estas pessoas, algumas delas, devem ter uma segunda e terceira oportunidade", criticou.
Ventura indicou também querer que a justiça tenha "mão forte contra os criminosos" e propôs-se a "tornar Portugal seguro".
"Se não fizermos, pode parecer que estamos a ser humanistas, mas estamos a destruir o futuro do país", atirou.
No seu discurso, o presidente do Chega falou também de agricultura, tema que já tinha introduzido na sua campanha eleitoral para as eleições legislativas de 10 de março.
André Ventura voltou a manifestar-se contra as "1226 taxas que há hoje sobre agricultura".
"Não admira que os nossos agricultores estejam em protesto. Aliás, eles deviam protestar mais porque isto é o estado ladrão na sua maior expressão", desafiou.
