Manifestação

Ativistas pelo clima invadem Ordem dos Contabilistas e exigem demissão de ministro

Ativistas pelo clima invadem Ordem dos Contabilistas e exigem demissão de ministro

Várias centenas de ativistas pelo clima estiveram, este sábado, a protestar em frente à Ordem dos Contabilistas, em Lisboa. Alguns manifestantes invadiram o edifício, onde decorria uma reunião com o ministro da Economia e do Mar.

Empunhando cartazes pela emergência climática, os jovens estiveram reunidos junto à Ordem dos Contabilistas, na zona das Avenidas Novas, pedindo a demissão de António Costa Silva, que estava numa reunião quando o protesto começou. Alguns manifestantes invadiram o edifício e tiveram de ser retirados do espaço pelas autoridades, que formaram um cordão policial no local.

A ação, durante a qual os ativistas gritaram essencialmente contra o recurso a combustíveis fósseis e a favor da saída do ministro, aconteceu momentos depois do arranque de uma marcha pelo clima, promovida por várias organizações ambientalistas, para exigir "políticas climáticas compatíveis com a realidade climática". Sob o lema "Unir contra o fracasso climático", a marcha, que começou às 14 horas no Campo Pequeno e termina junto ao Instituto Superior Técnico, foi marcada numa altura em que decorre, no Egito, a 27.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas.

PUB

Ao longo da semana, várias escolas secundárias e faculdades em Lisboa foram ocupadas por ativistas. Este sábado, a Secundária de Camões, também na capital, foi palco de um protesto, que decorreu de forma tranquila sem incidentes a registar.


Contra combustíveis fósseis

A organização do protesto, que agrega várias associações e movimentos (Climáximo, Zero, DiEM25, Scientist Rebellion Portugal e Greve Climática Estudantil), realça que "a indústria dos combustíveis fósseis, com lucros recorde, está na base da crise climática", enumerando como sinais de "fracasso climático" fenómenos extremos como as secas, inundações e os incêndios.

"As soluções verdadeiras e transformadoras de que precisamos para sobreviver e construir um mundo mais justo só podem ser alcançadas através da ação coletiva, solidariedade e coordenação, das nossas comunidades locais e internacionais", defendem, em comunicado.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG