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Câmara de Lisboa cedeu dados de ativistas anti-Putin à Rússia

Câmara de Lisboa cedeu dados de ativistas anti-Putin à Rússia

A Câmara Municipal de Lisboa fez chegar os nomes, as moradas e os contactos telefónicos de três manifestantes anti-Putin à embaixada russa em Lisboa e ao Ministério dos Negócios Estrangeiros daquele país. A autarquia assume o erro e os visados dizem-se agora com receio pelas consequências.

O caso remonta a janeiro, quando os três cidadãos (dois deles com dupla nacionalidade, russa e portuguesa) organizaram um protesto contra a detenção do ativista Alexei Navalny, numa concentração que decorreu junto à embaixada daquele país em Lisboa.

A notícia, avançada na noite desta sexta-feira pelo "Expresso" e "Observador", revela que o caso foi tornado público por uma das ativistas que, ao analisar a correspondência então trocada com as entidades envolvidas, reparou que, além dos endereços de email que deviam constar dessa comunicação, como o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP e o Ministério da Administração Interna, estavam também os endereços da embaixada da Rússia e o dos serviços do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Citada pelo "Observador", Ksenia Ashrafullina, uma das organizadoras da manifestação, diz que protestou junto da Autarquia da capital e que agora tem receio do que lhe possa acontecer se voltar ao seu país.

A mesma notícia refere ainda que a Câmara Municipal de Lisboa reconheceu o erro e já fez uma auditoria interna e está, desde aí, a aplicar novos procedimentos.

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